Um homem – uma mulher, uma serpente e uma maçã:

uma reinterpretação do mito fundante do povo hebreu na perspectiva do protestantismo renascentista

Autores

  • Rubens Ruprecht
  • Celso Gabatz
  • Marcelo Ramos Saldanha

Palavras-chave:

Mito Fundante, Lucas Cranach, Protestantismo Renascentista

Resumo

O artigo resgata alguns elementos fundamentais do mito da criação do ser humano segundo o texto veterotestamentário em Gênesis 1-3, em que mito não é entendido como algo inventado, falsidade, engano ou ficção, mas como um modo de falar, ver, sentir e crer, embora o objetivo do artigo não seja entrar no mérito textual exegético da narrativa. Esse modo de representação pode ser alterado no transcorrer dos séculos e reeditado para novas concepções teológicas, como foi o caso no protestantismo renascentista. A análise da obra de Lucas Cranach, o Velho, “pintor da Reforma protestante”, nomeadamente a obra Adaão e Eva  (1533) em três segmentos: Um Homem – uma mulher; O mito da serpente – uma metáfora da sexualidade sagrada; O mito do fruto proibido – uma metáfora da aquisição do conhecimento humano. Em seus conteúdos transparecem os conceitos de lei e graça, tão importantes e decisivos na rearticulação teológica do protestantismo renascentista.

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Publicado

2022-12-12

Como Citar

Ruprecht, R., Gabatz, C., & Saldanha, M. R. (2022). Um homem – uma mulher, uma serpente e uma maçã: : uma reinterpretação do mito fundante do povo hebreu na perspectiva do protestantismo renascentista. Estudos Teológicos, 62(2), 369–386. Recuperado de http://revistas.est.edu.br/index.php/ET/article/view/2108

Edição

Seção

TEOLOGIA E INTERDISCIPLINARIDADE