Territórios, Gênero e Clima

caminhos para a justiça

Autores

  • Carine Wendland Universidade de Santa Cruz do Sul

Palavras-chave:

Justiça climática, justiça de gênero, emergência climática, iniquidades socioambientais, direitos humanos

Resumo

A crise climática configura-se como uma emergência global que afeta de maneira desigual diferentes populações, de modo a evidenciar assimetrias socioeconômicas, ambientais e de gênero. Embora todos os países estejam expostos a seus impactos, as consequências mais
intensas recaem sobre grupos vulnerabilizados – como povos indígenas, comunidades periféricas, mulheres e meninas – os quais, historicamente, contribuíram menos para a emissão de gases de efeito estufa. As perdas e danos envolvem dimensões econômicas, culturais e humanas, atingindo ecossistemas, territórios, modos de vida e laços comunitários. Na América Latina e no Brasil, eventos extremos como secas, enchentes, ondas de calor e inundações têm se tornado recorrentes, afetando a segurança hídrica, alimentar e habitacional, além de ampliar riscos à saúde pública. Nesse contexto, a justiça climática exige ações integradas que articulem mitigação, adaptação e proteção social, reconhecendo o papel central das mulheres na defesa dos territórios e na construção de respostas  comunitárias resilientes. Contudo, políticas e acordos internacionais ainda apresentam baixa inclusão de perspectiva de gênero. Fortalecer a participação equitativa nos processos de decisão, investir em educação climática e promover uma sustentabilidade que caminhe com o bem-viver – como uma filosofia em construção que parte da cosmologia e dos modos de vida ameríndio de reciprocidade e complementaridade – são caminhos necessários para reconstruir relações equilibradas com a natureza e garantir condições de vida dignas para as presentes e futuras gerações.

Biografia do Autor

Carine Wendland, Universidade de Santa Cruz do Sul

Doutora em Educação, bolsista PROSUC/CAPES mod. I com período sanduíche na Universidad Autonóma Nacional de México (UNAM) e Universidad Pedagógica Nacional (UPN), Mestra e Pedagoga pela Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). Licenciada em Artes Visuais – Universidade Leonardo da Vinci. Representante da Federação Luterana Mundial nas Conferências do Clima da ONU

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Publicado

15-04-2026

Como Citar

Wendland, C. (2026). Territórios, Gênero e Clima: caminhos para a justiça. Coisas Do Gênero: Revista De Estudos Feministas Em Teologia E religião, 11(2), 127–142. Recuperado de https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4313