Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://revistas.est.edu.br/genero <p><strong>Coisas do Gênero</strong> é um periódico eletrônico semestral do Núcleo de Pesquisa de Gênero e do Programa de Gênero e Religião da Faculdades EST. A revista publica pesquisas científicas, relatos de experiências, resenhas e entrevistas inéditas escritas em português e espanhol e traduzidas de outros idiomas. Enfoca a produção em Estudos de Gênero, Feministas e de Diversidade Sexual nas áreas das Ciências Humanas e Ciências Sociais. Tem caráter interdisciplinar e inclui o entrecruzamento das questões de gênero e sexualidade com outros marcadores sociais como classe social, raça e etnia, geração, deficiência. Assume como foco principal a produção no âmbito da Teologia e das disciplinas que se ocupam com o estudo das religiões.</p> <p><strong>ISSN 2447-2654 / Qualis A2</strong> (Terceiro Quadriênio 2021-2024)</p> pt-BR [email protected] (Marcia Blasi) [email protected] (Programa de Gênero e Religião) Wed, 15 Apr 2026 08:59:29 -0300 OJS 3.3.0.3 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Los panes que Sara amasó https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4261 <div> <p class="16">En los análisis del texto de Gen 18,1-15 es común ver un interés sobrevaluado a la figura del patriarca y su rol como representante de la hospitalidad del cercano oriente, relegando casi de manera automática a la figura femenina a un segundo plano y ubicándola en rol de “mujer incrédula” debido a su reacción ante la promesa divina descrita al final de la perícopa. Un análisis más detallado de la narración&nbsp;permite&nbsp;observar que la figura de la matriarca Sara cumple una función transversal en el desarrollo del texto y que su interacción con la deidad representa un hito dentro del ciclo de Sara y Abraham.</p> </div> Karla Steilmann Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4261 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Mulherismo Africana e Matrigestão https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4275 <p>O artigo apresenta o potencial do Mulherismo Africana e da Matrigestão como ferramentas de resistência e legitimação da experiência negra. Através de uma abordagem interdisciplinar e bibliográfica, o estudo utiliza as bases teóricas de Clenora Hudson-Weems e Oyèrónké Oyěwùmí para fundamentar o Mulherismo Africana como um paradigma de coletividade e ancestralidade, distinguindo-o do feminismo ocidental ao focar na mulher negra como pilar comunitário. A análise é ilustrada pela literatura de Paulina Chiziane e pelo documentário A Dobra da Capulana, que exemplificam a agência e a resiliência feminina. Nesse contexto, a Matrigestão surge como a aplicação prática desses valores. Diferenciando-se de conceitos como "instinto materno" ou “matriarcado” tradicional, a Matrigestão é apresentada como um princípio de gestão holística e cuidado, estabelecendo uma relação não hierárquica e sustentável entre o corpo, a comunidade e a terra. Os resultados demonstram que esses conceitos são interdependentes e essenciais para a libertação negra. Enquanto o Mulherismo Africana oferece a estrutura teórica descolonizada, a Matrigestão promove a soberania sobre o corpo e o território. A conexão com vertentes do ecofeminismo reforça uma visão de mundo baseada na reciprocidade e no bem-estar coletivo. Em suma, a articulação dessas práticas resgata a identidade e a dignidade da população negra, desafiando as opressões do racismo, do patriarcado e do capitalismo, e apontando caminhos concretos para a autodeterminação e a justiça social.</p> Neusa Schnorrenberger Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4275 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Revista Con-spirando https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4523 <p>Esta pesquisa objetiva discutir a relação entre ética, espiritualidades, ecofeminismos e justiça socioambiental em escritos das ecofeministas Rosa Trapasso, Ivone Gebara e Mary Ress a partir de uma perspectiva de gênero. Como metodologia faremos uma pesquisa bibliográfica interpretativista interseccional de ecofeministas latino-americanas em publicações na Revista Con-spirando de 1996. No campo empírico e teórico, os conceitos mobilizados serão gênero, ecofeminismo, patriarcado, ética e espiritualidade. As discussões interseccionais dessas ecofeministas com a ética colocaram o meio ambiente no centro de lutas feministas ecoterritoriais diante da degradação, falta de alimentos, água e contaminação do solo. Além disso, iniciaram estudos sobre o protagonismo de mulheres em conflitos ecoterritoriais. Como resultados e conclusões observamos nessas ecofeministas a interrelação entre as posições de inferioridade na coisificação de pessoas e a ética fundada na solidariedade, espiritualidade e reciprocidade.</p> Tânia Regina Zimmermann, Márcia Maria de Medeiros Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4523 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Dos corpos a Amazônia https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4310 <p>Este artigo propõe uma análise do Ecofeminismo e da Teologia Ecofeminista como quadros teóricos e práticos essenciais para a construção da Justiça Socioambiental na Amazônia, região em destaque devido à realização iminente da COP30. O estudo é ancorado<br />nos eixos “Terra, Pão e Paz” (IX Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião), que evidenciam o entrelaçamento intrínseco entre a justiça ecológica e a justiça de gênero. O problema central investiga como o Ecofeminismo pode articular a denúncia da violência<br />extrativista contra a Terra e os corpos femininos com o anúncio simultâneo de alternativas de cuidado, solidariedade e resistência em um cenário de crise climática. Para tanto, o objetivo é analisar as contribuições teórico-práticas sob esse prisma, criticando a dominação patriarcal e capitalista, examinando os eixos “Terra, Pão e Paz” como categorias de luta por dignidade e sublinhando a urgência de escutar as vozes de mulheres e comunidades tradicionais na busca pela Justiça Climática. A metodologia é de natureza bibliográfica e analítica, utilizando a Teologia Ecofeminista como prisma principal e revisando a literatura sobre a opressão dupla (gênero/natureza) e a ética do cuidado. As principais hipóteses do trabalho afirmam a ligação sistêmica entre a violência contra a Terra e as mulheres Opressão Dupla), a eficácia dos eixos como categorias de justiça distributiva e a crucialidade da mediação ecofeminista para a incorporação dos saberes tradicionais nas soluções sustentáveis para a crise climática. </p> Thayane Cazallas do Nascimento Kingeski, Neusa Schnorrenberger Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4310 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Direitos das Mulheres Rurais e Ecofeminismo https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4308 <p>Esta pesquisa visa analisar, à luz do ecofeminismo, como a ausência de políticas públicas interseccionais contribui para a exclusão das mulheres rurais na concretização de seus direitos fundamentais no Brasil. Diante disso, o problema que norteia o estudo é: de que modo, sob a perspectiva do ecofeminismo, a ausência de políticas públicas interseccionais tem contribuído para a exclusão das mulheres rurais na concretização de seus direitos fundamentais no Brasil? Através do método de abordagem dedutivo e das técnicas bibliográfica e documental, em uma pesquisa qualitativa, elencam-se como objetivos específicos: (i) analisar de que forma as políticas públicas brasileiras têm (des)considerado as especificidades das mulheres rurais, à luz de uma perspectiva interseccional; (ii) compreender de que modo a ausência de uma perspectiva interseccional nas políticas públicas contribui para a exclusão dessas mulheres na concretização de seus direitos fundamentais; e (iii) investigar como o ecofeminismo contribui para a construção de uma agenda sensível às desigualdades de gênero e de território. Conclui-se que a ausência de políticas públicas interseccionais reforça a exclusão histórica das mulheres rurais e compromete a concretização de seus direitos fundamentais. O ecofeminismo, articulado à perspectiva interseccional, surge como um instrumento fundamental para orientar políticas públicas inclusivas, reconhecendo as especificidades dessas mulheres e suas relações com vida, território e sustentabilidade.</p> Stéffani das Chagas Quintana, Marli Marlene Moraes da Costa, Nariel Diotto Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4308 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Entre a meta global e o chão da vida https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4304 <p><span style="font-weight: 400;">Este artigo analisa criticamente a Agenda 2030 no Brasil a partir da teologia ecofeminista, mobilizando a categoria de corpo-território como chave analítica para examinar os limites e as possibilidades do enfrentamento das injustiças socioambientais. A pesquisa orienta-se por uma abordagem qualitativa, de natureza teórico-crítica, articulando análise documental e interpretação conceitual. O Relatório Luz 2025 foi selecionado como principal fonte empírica secundária por constituir o mais abrangente instrumento de monitoramento da implementação da Agenda 2030 no país produzido pela sociedade civil, reunindo diagnósticos consolidados sobre retrocessos, desigualdades persistentes e impactos territoriais da crise socioambiental. A análise documental concentrou-se nos trechos relativos aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável associados à pobreza, à igualdade de gênero e às questões ambientais, interpretados à luz da teologia ecofeminista e do pensamento feminista decolonial. Argumenta-se que os obstáculos à efetivação da justiça socioambiental no Brasil não se restringem a déficits de implementação, mas se vinculam a pressupostos éticos e políticos que dissociam corpo, território e cuidado das estratégias de desenvolvimento. A análise evidencia que a crise climática incide de forma desigual sobre mulheres, populações racializadas e territórios vulnerabilizados, ao mesmo tempo em que destaca a centralidade das mulheres como sujeitas coletivas na defesa da vida, do cuidado e da justiça socioambiental. Conclui-se que a leitura ecofeminista tensiona a gramática normativa da Agenda 2030, recolocando terra, pão e paz como compromissos ético-políticos indissociáveis.</span></p> Letícia Rocha Santos, Mariana Kimura da Costa Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4304 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Possíveis aproximações entre a propriedade privada da terra no pensamento social de Carlos Duarte Costa e a teologia ecofeminista https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4314 <p style="line-height: 100%; margin-bottom: 0cm;">Este artigo investiga intersecções entre o pensamento social de Carlos Duarte Costa, fundador da Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB), e a Teologia Ecofeminista contemporânea. A metodologia adotada é documental e bibliográfica, centrada na análise do Manifesto à Nação (1945), cujas proposições são correlacionadas aos fundamentos de teólogas como Ivone Gebara, Ivoni Richter Reimer e Aruna Gnanadason. Duarte Costa, excomungado pela Igreja Católica Apostólica Romana, defendeu em seu manifesto a nacionalização da propriedade privada da terra, compreendendo-a como dom natural de Deus destinado ao uso comum, e não à apropriação exclusiva. O autor criticou o capitalismo e a doutrina social da Igreja Romana por legitimarem a concentração fundiária, apontando a má distribuição de riquezas como causa estrutural da miséria e da exploração. O estudo estabelece paralelos com a Teologia Ecofeminista, que resgata a sacralidade da Terra e denuncia a exploração interconectada da natureza e do trabalho das mulheres. Ambas as perspectivas convergem na busca pela soberania alimentar, por uma ética do cuidado da vida e pela utopia de "terra, pão e paz". A pesquisa conclui que a visão de Duarte Costa sobre a ilegitimidade da propriedade privada da terra oferece terreno fértil para o diálogo com o ecofeminismo, unindo-se na crítica aos sistemas de dominação e na promoção de uma justiça que integre dimensões social, de gênero, intercultural e a emergência climática.</p> João Carlos Zanella, Marcia Blasi Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4314 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Territórios, Gênero e Clima https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4313 <p>A crise climática configura-se como uma emergência global que afeta de maneira desigual diferentes populações, de modo a evidenciar assimetrias socioeconômicas, ambientais e de gênero. Embora todos os países estejam expostos a seus impactos, as consequências mais<br />intensas recaem sobre grupos vulnerabilizados – como povos indígenas, comunidades periféricas, mulheres e meninas – os quais, historicamente, contribuíram menos para a emissão de gases de efeito estufa. As perdas e danos envolvem dimensões econômicas, culturais e humanas, atingindo ecossistemas, territórios, modos de vida e laços comunitários. Na América Latina e no Brasil, eventos extremos como secas, enchentes, ondas de calor e inundações têm se tornado recorrentes, afetando a segurança hídrica, alimentar e habitacional, além de ampliar riscos à saúde pública. Nesse contexto, a justiça climática exige ações integradas que articulem mitigação, adaptação e proteção social, reconhecendo o papel central das mulheres na defesa dos territórios e na construção de respostas comunitárias resilientes. Contudo, políticas e acordos internacionais ainda apresentam baixa inclusão de perspectiva de gênero. Fortalecer a participação equitativa nos processos de decisão, investir em educação climática e promover uma sustentabilidade que caminhe com o bem-viver – como uma filosofia em construção que parte da cosmologia e dos modos de vida ameríndio de reciprocidade e complementaridade – são caminhos necessários para reconstruir relações equilibradas com a natureza e garantir condições de vida dignas para as presentes e futuras gerações.</p> Carine Wendland Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4313 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Teología Ecofeminista Latinoamericana con Marilú Rojas https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4495 <p>Marilú ROJAS SALAZAR. Teología Ecofeminista Latinoamericana. México: Casa Unida de Publicaciones, S.A. de C.V., 2025. 367 p.</p> Angela del Consuelo Trejo Haager Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4495 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 A Máquina do Caos – como as redes sociais reprogramaram nossa mente e nosso mundo https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/3432 <p>FISHER, Max. A Máquina do Caos: como as redes sociais reprogramaram nossa mente e nosso mundo. Tradução de Érico Assis. São Paulo: Todavia, 2023. 544 p.</p> Renata Couto de Oliveira Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/3432 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 El sueño de la tierra https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4508 <p style="margin-bottom: 0cm; orphans: 2; widows: 2;" align="center">La reseña del libro “El sueño de la tierra”, de Thomas Berry, fue enviada por la autora Mary Judith Ress para su publicación en esta edición de la revista Coisas do Gênero, cuyo tema central es “Tierra – Pan – Paz: Teología Ecofeminista y Justicia Socioambiental”. El texto original se publicó en 1992 en la revista Conspirando, p. 44-50. Texto disponible en:<a href="https://conspirando.cl/wp-content/uploads/2016/05/Revista-Con-spirando-01-marzo-1992.compressed.pdf"> https://conspirando.cl/wp-content/uploads/2016/05/Revista-Con-spirando-01-marzo-1992.compressed.pdf</a>. En diciembre de 2025, Simbiosis Ediciones publicó la traducción al español del libro “El sueño de la tierra”, realizada por Maruja González. Acceso a otras ediciones de la Revista Conspirando están disponibles en:<br />https://conspirando.cl/revistas-con-spirando/.</p> Mary Judith Ress Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4508 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Rosemary Radford Ruether https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4446 <p>Tendo alcançando a idade de 85 anos, pode-se dizer que Rosemary Radford Ruether personifica uma vida bem vivida, cuja vocação teológica e compromisso com a justiça perduram bem além do seu tempo entre nós. Considerada uma das teólogas feministas mais influentes do século XX, seu trabalho não se restringiu ao mundo acadêmico. A própria Rosemary se definia como uma "ativista acadêmica", sempre construindo pontes entre a teoria e a prática. O impacto de suas obras pode ser encontrado em áreas diversas – indo da teologia às ciências políticas, da história aos movimentos sociais, dos textos clássicos às experiências de vida das pessoas mais simples.</p> Wanda Deifelt Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4446 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Expediente https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4531 Marli Brun Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4531 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Apresentação https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4522 Marcia Blasi, Carine Josiele Wendland, Kezzia Cristina Jerônimo da Silva Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4522 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 COP da JE na COP30 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4532 <p>Este relato nasce do chão, do corpo e da travessia. Nasce do encontro entre juventudes, territórios, espiritualidades e a urgência da vida ameaçada. É um texto escrito desde a experiência vivida no processo de preparação e participação da Juventude da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (JE IECLB) na 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém do Pará, em território amazônico. Trata-se de um relato situado, atravessado por práticas formativas, celebrações, incidência pública e escuta sensível da Terra e dos povos, inspirado por uma teologia ecofeminista comprometida com a Justiça Socioambiental.</p> Carine Josiele Wendland Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4532 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Programa de Gênero e Religião na COP30 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4533 <p>No período de 10 a 21 de novembro de 2025 aconteceu, na cidade de Belém do Pará, Brasil, a COP30 (Conferência das Partes). A COP é a Conferência do Clima que reúne anualmente representantes de países e territórios signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), com o objetivo de conter o aquecimento global e enfrentar as mudanças climáticas. Neste relato, faremos uma breve apresentação do contexto que levou a coordenação do Programa de Gênero e Religião (PGR) a participar do evento. Em seguida, descreveremos em que consistiu essa participação e quais são os principais desafios para a continuidade do trabalho tanto na Faculdades EST quanto nos espaços de atuação em âmbito brasileiro e latino-americano.</p> Marli Brun Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4533 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 “Vinho novo em odres novos” (Lc 5,38) https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4173 <p style="font-weight: 400;">O presente artigo intenciona apresentar fundamentos teológicos para elaboração de masculinidades éticas. Através de pesquisa de natureza bibliográfica qualitativa e método hipotético-dedutivo, examina a construção da identidade masculina, compreendida no interior de uma ordem de gênero, verificando suas implicações e limites. Reflete acerca do discurso de crise da masculinidade e sua relação com a manutenção do domínio dos homens sobre as mulheres. Analisa o conceito de natureza e discorre a respeito de seus limites para a compreensão acerca do masculino e do feminino. Demonstra que a reflexão teológica, alicerçada na vida de Jesus, pode contribuir para a elaboração de renovadas masculinidades. Estas masculinidades encontram em Jesus Cristo sua identidade ética fundamental, recebendo de sua vida os critérios que devem dinamizar sua práxis. Dessa maneira, emergem masculinidades éticas capazes de confrontar os ditames patriarcais e, assim, engajarem-se na construção de uma verdadeira equidade de gêneros.</p> Sérgio Albuquerque Damião Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4173 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Da representatividade da mulher negra no Poder Judiciário, Ministério Público e OAB https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/3030 <p class="western" style="border: 1.50pt solid #000000; padding: 0.04cm 0.14cm; orphans: 0; widows: 0;">O presente artigo tem por objetivo refletir acerca da representação da mulher negra no âmbito do Tribunal de Justiça, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil no estado do Amapá, destacando o quanto a trajetória educacional vem acomodando os interesses hegemônicos nesses espaços de prestígio. A pesquisa foi conduzida utilizando uma abordagem qualitativa exploratória, empregando o método de pesquisa bibliográfico-documental. A coleta de dados foi realizada com base em uma variedade de fontes, incluindo livros, artigos, dissertações, teses e documentos oficiais. Os resultados apontam a representatividade de mulheres negras no Tribunal de Justiça e um avanço na luta contra a desigualdade social, o machismo, o sexismo, o racismo e demais formas de preconceito nesse campo.</p> Elivaldo Serrão Custódio, Adaíles Aguiar Lima Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/3030 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Benzimentos em Portugal https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/3445 <p>Benzimentos são um grupo diverso de práticas populares de cura, que por meio de rituais buscam restaurar o bem-estar de pessoas, lugares ou animais. Conforme a literatura e os dados coletados através do projeto ReSpell (CRIA/FCT), os benzimentos em Portugal, como também ocorre no Brasil, são manifestados e preservados através das mulheres. Partindo de reflexões etnográficas, o estudo pretende explorar as vivências de praticantes de benzimento em Portugal, dando ênfase a memórias relativas à saúde das mulheres.</p> Natasha Martins Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/3445 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 O corpo do homem negro em processo de colonização e descolonização de sua masculinidade https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/3275 <p class="western" style="border: 1.50pt solid #000000; padding: 0.04cm 0.14cm; orphans: 0; widows: 0;">O artigo aborda a colonização do corpo do negro e a hipersexualização do homem negro ao longo do processo de escravização e pós-abolição da escravatura. Para tanto, apresenta as ideologias sexista e racista como base para a construção do corpo negro como objeto e potência sexual. Assim sendo, a masculinidade do homem negro é percebida como fetiche e perigo para as pessoas brancas. Por esta razão, o homem negro foi eclipsado pelo seu pênis, sofreu linchamento e outras violências. No entanto, o homem negro que está atrelado ao modelo de masculinidade heteronormativa da sociedade branca tem a possibilidade de iniciar um processo de descolonização de seu corpo. Neste sentido, são apresentadas pistas para que o homem negro, a partir de manifestações culturais, do resgate da ancestralidade por meio das religiões de matrizes africanas e participação política, possa ter experiências afetivas-sexuais dissonantes das normas eurocêntricas. Conclui-se que o homem negro tomando consciência de seu corpo e sendo sujeito de sua masculinidade, poderá descolonizar seu corpo e viver suas próprias masculinidades.</p> <p id="E615" class="x-scope qowt-word-para-8"> </p> Gunter Bayerl Padilha Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/3275 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Pentecostalismo conservador https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/2950 <p class="western" style="border: 1.50pt solid #000000; padding: 0.04cm 0.14cm; orphans: 0; widows: 0;">O presente artigo visa entender os mecanismos de poder que estão dentro do pentecostalismo, em especial, na Assembleia de Deus, considerada a maior denominação do Brasil. Assim como, as razões que a levaram ser um local que impera as discriminações relacionadas a gênero e as atitudes racistas e, o pior, em uma forma de <em>ethos</em> predominante que não leva em consideração os direitos humanos, tampouco os exemplos da prática cristã de amor ao próximo, à prática da justiça, ao tratamento de igualdade e à equidade com todos e todas. A pesquisa procura, ainda, investigar o processo hierárquico existente nessa denominação, em que os líderes novatos são usados como mão de obra gratuita para o processo de crescimento e expansão das Assembleias de Deus no Brasil e, também, uma investigação de como os líderes patriarcais desse movimento se perpetuam no poder. O trabalho busca sua fundamentação teórica nas obras de Alencar (2012; 2019), Corrêa (2020), Santos (2023) e Vilhena (2016), assim como uma sustentação teológica e o apoio de exegese bíblica.</p> Romualdo Monteiro Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/2950 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 As mulheres budistas dificilmente alcançam a Libertação https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/2919 <p class="western" style="border: 1.50pt solid #000000; padding: 0.04cm 0.14cm; orphans: 0; widows: 0;">Este trabalho examina o papel da mulher no monasticismo budista, com foco nas complexidades e tensões encontradas nas tradições Mūlasarvāstivāda e Theravāda. Utilizando análises textuais dos códigos monásticos budistas e uma revisão de literatura acadêmica relevante, o trabalho aborda as variações nas interpretações desses códigos e as implicações para a ordenação feminina. Também são destacadas as influências socioculturais na interpretação e prática dos textos. O objetivo é entender os obstáculos históricos e contemporâneos à ordenação feminina completa e propor caminhos para seu restabelecimento e empoderamento feminino nos contextos budistas.</p> Nirvana de Oliveira Moraes Galvão de França Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/2919 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300 Entre amizades, pactos e promessas https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4200 <p class="western" style="border: 1.50pt solid #000000; padding: 0.04cm 0.14cm; orphans: 0; widows: 0;">Este artigo analisa, a partir de uma abordagem hermenêutica crítica e queer, as narrativas bíblicas que descrevem as relações entre Jônatas e Davi (1Sm 18; 20; 2Sm 1) e entre Rute e Noemi (Rt 1), examinando as possibilidades interpretativas abertas por esses vínculos afetivos e os processos históricos que moldaram sua recepção. Parte-se do entendimento de que a espiritualidade e as categorias de gênero constituem construções históricas e culturalmente situadas, cujos sentidos foram interpretados, ao longo da tradição cristã, em diferentes contextos sociais e hermenêuticos. Metodologicamente, o estudo articula análise exegética contextual, hermenêutica crítica e contribuições da teoria queer, em diálogo com a história da sexualidade e os estudos de gênero. A análise evidencia que a linguagem afetiva e as estruturas pactuais presentes nessas narrativas configuram um campo semântico complexo, cuja interpretação foi historicamente atravessada por regimes normativos que influenciaram sua recepção. Ao examinar essas dinâmicas interpretativas, o estudo contribui para o aprofundamento das abordagens hermenêuticas aplicadas aos textos bíblicos e para o desenvolvimento de perspectivas críticas no campo dos estudos bíblicos contemporâneos.</p> <p class="western" style="border: 1.50pt solid #000000; padding: 0.04cm 0.14cm; orphans: 0; widows: 0;"> </p> Prof. Dr. Darlã de Alves , Prof. Dr. Daniel Luciano Gevehr Copyright (c) 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4200 Wed, 15 Apr 2026 00:00:00 -0300