Dos corpos a Amazônia

ecofeminismo e o anunciar de uma justiça climática a partir da articulação “Terra, Pão, Paz” na Amazônia (COP 30)

Autores/as

Palabras clave:

Ecofeminismo. Justiça Socioambiental. “Terra, Pão e Paz”. COP 30.

Resumen

Este artigo propõe uma análise do Ecofeminismo e da Teologia Ecofeminista como quadros teóricos e práticos essenciais para a construção da Justiça Socioambiental na Amazônia, região em destaque devido à realização iminente da COP30. O estudo é ancorado
nos eixos “Terra, Pão e Paz” (IX Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião), que evidenciam o entrelaçamento intrínseco entre a justiça ecológica e a justiça de gênero. O problema central investiga como o Ecofeminismo pode articular a denúncia da violência
extrativista contra a Terra e os corpos femininos com o anúncio simultâneo de alternativas de cuidado, solidariedade e resistência em um cenário de crise climática. Para tanto, o objetivo é analisar as contribuições teórico-práticas sob esse prisma, criticando a dominação patriarcal e capitalista, examinando os eixos “Terra, Pão e Paz” como categorias de luta por dignidade e sublinhando a urgência de escutar as vozes de mulheres e comunidades tradicionais na busca pela Justiça Climática. A metodologia é de natureza bibliográfica e analítica, utilizando a Teologia Ecofeminista como prisma principal e revisando a literatura sobre a opressão dupla (gênero/natureza) e a ética do cuidado. As principais hipóteses do trabalho afirmam a ligação sistêmica entre a violência contra a Terra e as mulheres Opressão Dupla), a eficácia dos eixos como categorias de justiça distributiva e a crucialidade da mediação  ecofeminista para a incorporação dos saberes tradicionais nas soluções sustentáveis para a crise climática. 

Biografía del autor/a

Thayane Cazallas do Nascimento Kingeski, CFEMEA Centro de Estudos e Assessoria

Doutora em Educação, Bolsista CNPq (2014-2018), Programa de Pós-Graduação em Educação do Vale do Rio dos Sinos-UNISINOS, Capes 7. Mestra em Ciências Sociais em P´raticas Sociais. Gestora Pública, bacharel e licenciada em Ciências Sociais. Idealizadora do Projeto Coletivo Ecofeminista do Parterias Latinas-Americanas, Brasil. Pesquisadora integrante do núcleo de pesquisa de gênero e religião-NPG da EST- desde 2014.

Neusa Schnorrenberger, Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Campus Santo Ângelo/RS

Doutora (2023) e Mestra (2019) pelo Programa de Pós-Graduação stricto sensu - Mestrado e Doutorado em Direito da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Campus Santo Ângelo/RS, em Direitos Especiais, na linha de pesquisa: Direito e Multiculturalismo. Advogada OAB/RS 115.960. Mediadora Judicial pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Autora de inúmeros artigos e do livro "Mulheres e autonomia : interconexões entre movimentos sociais, movimentos feministas e democracia" (2025) .

Publicado

2026-04-15

Cómo citar

Cazallas do Nascimento Kingeski, T. ., & Schnorrenberger, N. . (2026). Dos corpos a Amazônia: ecofeminismo e o anunciar de uma justiça climática a partir da articulação “Terra, Pão, Paz” na Amazônia (COP 30). Coisas Do Gênero: Revista De Estudos Feministas Em Teologia E religião, 11(2), 52–75. Recuperado a partir de https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4310