Mulherismo Africana e Matrigestão

existência negra e a promoção de resistência com aproximações ecofeministas

Autores/as

  • Neusa Schnorrenberger OAB/RS

Palabras clave:

Ecofeminismo, Mulherismo Africana, Matrigestão, Resistência, Existência

Resumen

O artigo apresenta o potencial do Mulherismo Africana e da Matrigestão como ferramentas de resistência e legitimação da experiência negra. Através de uma abordagem interdisciplinar e bibliográfica, o estudo utiliza as bases teóricas de Clenora Hudson-Weems e Oyèrónké Oyěwùmí para fundamentar o Mulherismo Africana como um paradigma de coletividade e ancestralidade, distinguindo-o do feminismo ocidental ao focar na mulher negra como pilar comunitário. A análise é ilustrada pela literatura de Paulina Chiziane e pelo documentário A Dobra da Capulana, que exemplificam a agência e a resiliência feminina. Nesse contexto, a Matrigestão surge como a aplicação prática desses valores. Diferenciando-se de conceitos como "instinto materno" ou “matriarcado” tradicional, a Matrigestão é apresentada como um princípio de gestão holística e cuidado, estabelecendo uma relação não hierárquica e sustentável entre o corpo, a comunidade e a terra. Os resultados demonstram que esses conceitos são interdependentes e essenciais para a libertação negra. Enquanto o Mulherismo Africana oferece a estrutura teórica descolonizada, a Matrigestão promove a soberania sobre o corpo e o território. A conexão com vertentes do ecofeminismo reforça uma visão de mundo baseada na reciprocidade e no bem-estar coletivo. Em suma, a articulação dessas práticas resgata a identidade e a dignidade da população negra, desafiando as opressões do racismo, do patriarcado e do capitalismo, e apontando caminhos concretos para a autodeterminação e a justiça social.

Biografía del autor/a

Neusa Schnorrenberger, OAB/RS

Doutora em Direito pelo Programa de Pós-Graduação stricto sensu – Mestrado e Doutorado em Direito da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), Campus Santo Ângelo/RS, em Direitos Especiais, na linha de pesquisa: Direito e Multiculturalismo. Advogada OAB/RS 115.960.

Publicado

2026-04-15

Cómo citar

Schnorrenberger, N. (2026). Mulherismo Africana e Matrigestão : existência negra e a promoção de resistência com aproximações ecofeministas. Coisas Do Gênero: Revista De Estudos Feministas Em Teologia E religião, 11(2), 21–35. Recuperado a partir de https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/4275