Mulherismo Africana e Matrigestão
existência negra e a promoção de resistência com aproximações ecofeministas
Palabras clave:
Ecofeminismo, Mulherismo Africana, Matrigestão, Resistência, ExistênciaResumen
O artigo apresenta o potencial do Mulherismo Africana e da Matrigestão como ferramentas de resistência e legitimação da experiência negra. Através de uma abordagem interdisciplinar e bibliográfica, o estudo utiliza as bases teóricas de Clenora Hudson-Weems e Oyèrónké Oyěwùmí para fundamentar o Mulherismo Africana como um paradigma de coletividade e ancestralidade, distinguindo-o do feminismo ocidental ao focar na mulher negra como pilar comunitário. A análise é ilustrada pela literatura de Paulina Chiziane e pelo documentário A Dobra da Capulana, que exemplificam a agência e a resiliência feminina. Nesse contexto, a Matrigestão surge como a aplicação prática desses valores. Diferenciando-se de conceitos como "instinto materno" ou “matriarcado” tradicional, a Matrigestão é apresentada como um princípio de gestão holística e cuidado, estabelecendo uma relação não hierárquica e sustentável entre o corpo, a comunidade e a terra. Os resultados demonstram que esses conceitos são interdependentes e essenciais para a libertação negra. Enquanto o Mulherismo Africana oferece a estrutura teórica descolonizada, a Matrigestão promove a soberania sobre o corpo e o território. A conexão com vertentes do ecofeminismo reforça uma visão de mundo baseada na reciprocidade e no bem-estar coletivo. Em suma, a articulação dessas práticas resgata a identidade e a dignidade da população negra, desafiando as opressões do racismo, do patriarcado e do capitalismo, e apontando caminhos concretos para a autodeterminação e a justiça social.
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Derechos de autor 2026 Coisas do gênero: Revista de estudos feministas em teologia e religião

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