“Peregrinos e estrangeiros”
uma análise bíblico-exegética de I Pe 2.11-12 e suas implicações para a espiritualidade cristã
DOI:
https://doi.org/10.22351/et.v65i2.3469Schlagworte:
Estrangeiros, Peregrinos, Povo Escolhido, EspiritualidadeAbstract
As metáforas bíblicas do peregrino e do estrangeiro ocupam um lugar importante na espiritualidade cristã, tanto nas Escrituras, bem como na tradição protestante por toda a história. No contexto do Novo Testamento, o texto de I Pedro 2.11-12 tem valor seminal para uma teologia da peregrinação, como imagem da condição cristã no mundo – tanto para os primeiros leitores desta carta no cristianismo do primeiro século, como para a igreja contemporânea. A utilização metafórica tem suas raízes na identificação dos cristãos como povo escolhido de Deus, desde os patriarcas peregrinos. A utilização cuidadosa do texto da Septuaginta criou uma linha de continuação entre o Israel antigo e a Igreja de Cristo. Do estudo dessa faceta da identidade dos cristãos, surge naturalmente uma teologia bíblica da peregrinação, que desafia a Igreja de hoje, com implicações para a espiritualidade cristã na atualidade.
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