Possíveis aproximações entre a propriedade privada da terra no pensamento social de Carlos Duarte Costa e a teologia ecofeminista
Keywords:
Propriedade Privada, Terra, Teologia EcofeministaAbstract
Este artigo investiga intersecções entre o pensamento social de Carlos Duarte Costa, fundador da Igreja Católica Apostólica Brasileira (ICAB), e a Teologia Ecofeminista contemporânea. A metodologia adotada é documental e bibliográfica, centrada na análise do Manifesto à Nação (1945), cujas proposições são correlacionadas aos fundamentos de teólogas como Ivone Gebara, Ivoni Richter Reimer e Aruna Gnanadason. Duarte Costa, excomungado pela Igreja Católica Apostólica Romana, defendeu em seu manifesto a nacionalização da propriedade privada da terra, compreendendo-a como dom natural de Deus destinado ao uso comum, e não à apropriação exclusiva. O autor criticou o capitalismo e a doutrina social da Igreja Romana por legitimarem a concentração fundiária, apontando a má distribuição de riquezas como causa estrutural da miséria e da exploração. O estudo estabelece paralelos com a Teologia Ecofeminista, que resgata a sacralidade da Terra e denuncia a exploração interconectada da natureza e do trabalho das mulheres. Ambas as perspectivas convergem na busca pela soberania alimentar, por uma ética do cuidado da vida e pela utopia de "terra, pão e paz". A pesquisa conclui que a visão de Duarte Costa sobre a ilegitimidade da propriedade privada da terra oferece terreno fértil para o diálogo com o ecofeminismo, unindo-se na crítica aos sistemas de dominação e na promoção de uma justiça que integre dimensões social, de gênero, intercultural e a emergência climática.
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