Novos rótulos para velhos sabores

A poética de Rubem Alves e o discurso da religião vivida

Autores

  • Iuri Andréas Reblin Faculdades EST

DOI:

https://doi.org/10.22351/et.v65i2.4588

Palavras-chave:

Teologia do Cotidiano, Rubem Alves, Poiesis, Ocultamento do Sagrado

Resumo

Diante da virada empírica que deslocou o interesse analítico das estruturas eclesiásticas para o cotidiano dos sujeitos, este artigo confronta as categorias de teologia do cotidiano, cunhada por Rubem Alves, e de religião vivida (lived religion), consolidada pela sociologia anglo-saxônica. Defende-se a tese de que a abordagem da religião vivida, sob uma roupagem metodológica, opera um ocultamento da teologia do cotidiano que a antecedeu. Para tanto, o estudo recupera a compreensão da teologia grega como poiesis, o falar poético e inspirado sobre o divino, opondo-a ao dogmatismo institucionalizado no medievo. Ao traçar paralelas entre a teopoética alvesiana da saudade e as dimensões da fé mapeadas por Nancy Ammerman, e contextualizá-las no pragmatismo e no trânsito religioso do cenário brasileiro, conclui-se que a rejeição acadêmica do termo “teologia” invisibiliza a agência e a mística do chão da vida, reiterando a necessidade de uma hermenêutica viva comprometida com o sentido e a dignidade humana.

Biografia do Autor

Iuri Andréas Reblin, Faculdades EST

Doutor em Teologia, com estágio e estudo pós-doutoral em Ciências da Comunicação. Docente nos PPGs da Faculdades EST, em São Leopoldo, RS, Brasil. Contato: [email protected]

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Publicado

26.05.2026

Como Citar

REBLIN, I. A. Novos rótulos para velhos sabores: A poética de Rubem Alves e o discurso da religião vivida. Estudos Teológicos, [S. l.], v. 65, n. 2, 2026. DOI: 10.22351/et.v65i2.4588. Disponível em: https://revistas.est.edu.br/ET/article/view/4588. Acesso em: 4 jun. 2026.

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