A ESTELA DE MERNEPTÁ E SEUS USOS HISTORIOGRÁFICOS

LEITURAS MAXIMALISTAS E MINIMALISTAS DA HISTÓRIA DO ISRAEL ANTIGO

Authors

  • Fabiano Pedroso EST
  • Charles Klemz Faculdades EST

DOI:

https://doi.org/10.22351/et.v65i2.4551

Keywords:

Estela de Merneptá, Israel antigo, maximalismo, minimalismo, historiografia bíblica

Abstract

A Estela de Merneptá, datada de aproximadamente 1207 AEC, contém a mais antiga menção extrabíblica ao nome “Israel”. Este artigo analisa os usos historiográficos da estela no debate entre abordagens maximalistas e minimalistas sobre as origens do Israel antigo. Enquanto estudiosos associados ao maximalismo interpretam a inscrição como evidência da historicidade das narrativas bíblicas do Êxodo e da Conquista, estudiosos associados ao minimalismo enfatizam sua natureza propagandística e questionam correlações diretas com o texto bíblico. O artigo examina os pressupostos metodológicos de cada abordagem, apresenta suas principais interpretações da estela e avalia criticamente o que este documento permite afirmar historicamente. A hipótese defendida é que a prudência metodológica exige reconhecer tanto as contribuições quanto os limites de cada perspectiva, evitando leituras que subordinem a evidência epigráfica a agendas apologéticas ou céticas predeterminadas.

Published

2026-05-12

How to Cite

PEDROSO, F.; KLEMZ, C. A ESTELA DE MERNEPTÁ E SEUS USOS HISTORIOGRÁFICOS : LEITURAS MAXIMALISTAS E MINIMALISTAS DA HISTÓRIA DO ISRAEL ANTIGO. Estudos Teológicos, [S. l.], v. 65, n. 2, p. 1–20, 2026. DOI: 10.22351/et.v65i2.4551. Disponível em: https://revistas.est.edu.br/ET/article/view/4551. Acesso em: 24 jun. 2026.

Conference Proceedings Volume

Section

Hermenêuticas e epistemologias teológicas críticas