O corpo do homem negro em processo de colonização e descolonização de sua masculinidade

Autores

Palavras-chave:

Corpo negro, Homem negro, Colonização, Decolonização

Resumo

O artigo aborda a colonização do corpo do negro e a hipersexualização do homem negro ao longo do processo de escravização e pós-abolição da escravatura. Para tanto, apresenta as ideologias sexista e racista como base para a construção do corpo negro como objeto e potência sexual. Assim sendo, a masculinidade do homem negro é percebida como fetiche e perigo para as pessoas brancas. Por esta razão, o homem negro foi eclipsado pelo seu pênis, sofreu linchamento e outras violências. No entanto, o homem negro que está atrelado ao modelo de masculinidade heteronormativa da sociedade branca tem a possibilidade de iniciar um processo de descolonização de seu corpo. Neste sentido, são apresentadas pistas para que o homem negro, a partir de manifestações culturais, do resgate da ancestralidade por meio das religiões de matrizes africanas e participação política, possa ter experiências afetivas-sexuais dissonantes das normas eurocêntricas. Conclui-se que o homem negro tomando consciência de seu corpo e sendo sujeito de sua masculinidade, poderá descolonizar seu corpo e viver suas próprias masculinidades.

 

Biografia do Autor

Gunter Bayerl Padilha, Faculdades EST

Doutorando em Teologia na Faculdades EST, bolsista Capes, mestre em Antropologia Social pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), graduado em Ciências Sociais com habilitação em Antropologia pela Universidade Federal de Roraima (UFRR). Pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB)

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Publicado

15-04-2026

Como Citar

Bayerl Padilha, G. (2026). O corpo do homem negro em processo de colonização e descolonização de sua masculinidade . Coisas Do Gênero: Revista De Estudos Feministas Em Teologia E religião, 11(2), 189–202. Recuperado de https://revistas.est.edu.br/genero/article/view/3275