A mística como um elemento da religião.
Sobre o lugar e a função sistemática do conceito de misticismo na teoria da religião de Paul Tillich
DOI:
https://doi.org/10.22351/correlatio.v23i1.4547Palavras-chave:
Paul Tillich, mística, teoria da religião, modernidade, crise de sentidoResumo
O artigo investiga o lugar e a função sistemática do conceito de mística na teoria da religião de Paul Tillich. Parte-se do pressuposto de que a mística, embora não sumarize a totalidade da religião, constitui, não obstante, um de seus elementos essenciais. Enquanto experiência imediata de cumprimento de sentido, a mística exprime a unidade entre o condicionado e o incondicionado, sem abolir a diferença entre forma e substância. A religião somente se constitui adequadamente quando preserva essa mediação simbólica. Em razão disso, a mística é interpretada não como fuga da consciência ou dissolução da forma, mas como o momento reflexivo pelo qual a consciência religiosa se torna transparente para si mesma. Com base nisso, o artigo distingue a mística como elemento constitutivo da religião do misticismo radical como forma degenerada de religião empírica. Sustenta-se, por fim, que a teoria da religião de Tillich procura mediar experiência mística e forma institucional, oferecendo uma resposta à crise de sentido da modernidade.
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