Revisitando a datação do livro de Daniel
uma abordagem integrada com radiocarbono, linguística e inteligência artificial
DOI:
https://doi.org/10.22351/pr.v51i2.4250Palavras-chave:
Datação, Livro de Daniel, Manuscritos do Mar Morto, Inteligência Artificial, RadiocarbonoResumo
Este trabalho reexamina a datação dos Manuscritos do Mar Morto com base em novas análises que integram datação por radiocarbono e inteligência artificial. A partir da pesquisa de Popović et al. (2025), que aplicou o sistema de aprendizado de máquina Enoch à caligrafia dos pergaminhos, o trabalho avalia o impacto desses avanços sobre o entendimento tradicional estabelecido pela paleografia de Frank Cross. Os resultados indicam que manuscritos específicos, como o 4Q114 (Daniel 11), podem ser até 70 anos mais antigos do que as estimativas anteriores. Essa descoberta reabre o debate acerca da datação e do contexto histórico do livro de Daniel. A pesquisa analisa criticamente a confiabilidade da datação por carbono 14, as limitações inerentes à análise da paleográfica e a natural resistência acadêmica a resultados que questionam consensos consolidados. Conclui-se que a integração de métodos físicos, estatísticos e estilométricos representa um avanço metodológico significativo, com potencial para revisar cronologias estabelecidas e ampliar a compreensão sobre a formação e a transmissão dos textos bíblicos.








