O símbolo Império em Paul Tillich e a ameaça autodestrutiva da sociedade angolana no romance “O cão e os caluandas” de Pepetela
Mots-clés :
Paul Tillich, Pepetela, Angola, história, autointegração, autocriatividade, autotranscendência, Império, utopiaRésumé
O presente artigo procura problematizar a leitura que Pepetela faz sobre a sociedade angolana em “O cão e os caluandas”, a partir da Teologia da Cultura e as ambiguidades da vida, tendo como referencial o símbolo Império desenvolvido por Paul Tillich. O registro do símbolo Império no referido romance de Pepetela é um caminhar pelo cotidiano de Luanda, sob o regime de um Estado controlado por um partido único. Tal situação resulta, com enrijecimento institucional por meio da burocracia monolítica em corrupção, fragmentação, desumanização e ameaça à integração, manifestado na manipulação e distorção do socialismo, identificado como “esquemático” por Pepetela. Sob a voz profética, o romancista narra a vida, as suas contradições, falta de sentido, descaminhos e sonhos recrudescidos por uma tentativa de antecipação política da vida idealizada, ou vida sem ambiguidade, antecipada e demônica, como aponta Tillich.
Téléchargements
Publiée
Comment citer
Numéro
Rubrique
Licence

Ce travail est disponible sous la licence Creative Commons Attribution 4.0 International .
This journal provides immediate open access to its content on the principle that making research freely available to the public supports a greater global exchange of knowledge.
Authors retain copyright and grant the journal the right of first publication. All content is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY 4.0).
LICENÇA CREATIVE COMMONS
Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0).