O inconsciente, a inevitabilidade do mal e o advento da teonomia interpretados a partir da teologia de Paul Tillich
Palabras clave:
Mal, Ambiguidade, Queda, Teonomia, Paul TillichResumen
A interpretação da história do ponto de vista teológico resulta de forma geral e consensual – porém equivocada – na identificação do problema do mal como simples manifestação demoníaca. Embora divergências interpretativas sempre tenham se apresentado ao longo da história, as doutrinas eclesiásticas sempre identificaram a realidade do mal como poder puramente destruidor – desconsiderando a própria dimensão ambígua do divino. Com o surgimento das novas descobertas e discussões em torno da psicologia, da psicanálise e da consciência humana, a pergunta sobre a inevitabilidade do mal tomou também espaço na reflexão teológica. Paul Tillich, por exemplo, interpreta a realidade da vida a partir de suas ambiguidades, oriundas da mistura dos elementos essenciais e existenciais, como realidade advinda da queda – um evento universal que se apresenta como necessidade de afirmação da liberdade humana e, por isso, ruptura em relação ao fundamento de seu ser. Assim, Tillich propõe uma discussão acerca da presença do mal no mundo como reflexo das ambiguidades de toda realidade existente. Não apenas o ser humano é ambíguo, como também o mundo no qual este vive e o próprio sagrado com o qual se relaciona a fim de transcender seus próprios limites. Desta forma, a teologia tem como desafio exercer papel de mediação a fim de reinterpretar a realidade do mal como necessidade do ser, ao mesmo tempo em que busca compreender sua dimensão destrutiva.
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- 2026-02-18 (2)
- 2026-02-18 (1)
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