Heteronomia e a queda do fundamento da verdade na Pós-Modernidade ao se pensar religião e política
Mots-clés :
Religião, Heteronomia, Verdade, Pensamento Fraco, Hermenêutica RadicalRésumé
Tillich define heteronomia como uma lei externa às funções da razão, tentando determinar a partir de fora como a razão deveria apreender e configurar a realidade, ainda que se ressalte que esse “fora” representa ao mesmo tempo um elemento da própria razão em sua profundidade. O que este artigo pretende é, partindo do conceito de heteronomia aqui exposto, analisar algumas questões que envolvem a relação entre religião, verdade e política com o advento da pós-modernidade, tendo em vista o consenso de alguns autores em pensar o marco pós-moderno como algo estabelecido em Nietzsche, especificamente no momento em que o filósofo enxergou o auge da autonomia, concretizado na morte de Deus, anunciando a mudança de paradigma do divino, do absoluto e da verdade. Após a introdução do que se entende por razão, autonomia, heteronomia e teonomia em Tillich, num primeiro momento, o trabalho buscará reconstituir o contexto filosófico em que se dá a morte de Deus em Nietzsche, com a menção a Heidegger quando reflete sobre a queda da metafísica, abrindo caminho para a compreensão do conceito de Pensamento Fraco em Vattimo, exposto no segundo momento. No terceiro tópico, a Hermenêutica Radical de Caputo será examinada, considerando rapidamente a influência da ideia de desconstrução em sua elaboração. Por fim, temos algumas questões e comentários sobre o modo problemático como a religião e a política se relacionam atualmente, enfatizando a argumentação que defende a relevância da leitura feita pelos autores mencionados para uma reflexão filosófica da religião na pós-modernidade, considerando toda a complexidade do fenômeno religioso em sua atual apropriação política.
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