O pensamento fronteiriço de Paul Tillich e a sua contribuição para uma transteologia
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Transteologia, Paul Tillich, Fronteira, CorrelaçãoAbstract
No pensamento sistêmico de hoje, com a consciência de que tudo está relacionado e conectado, a fronteira amplia o seu sentido de forma positiva como um entre-lugares. Assim espaços fronteiriços se alargam possibilitando diálogos e encontros entre povos, culturas, religiões e saberes. Neste contexto, o prefixo “trans” ganhou múltiplos significados a depender do termo associado: “além de”, “para além de”, “o outro lado” ou “o lado oposto”. É o caso de: transmoderno, transhumano, transgênero, transdisciplinar, transreligioso e outras possibilidades. A teologia também é impactada por tal processo e pensada para além do seu próprio espaço e de suas categorias inerentes. Fala-se de transteologia. O que é e como se faz transteologia? O objetivo deste artigo consiste em responder de forma inconclusa essas perguntas recorrendo ao diálogo com o pensamento fronteiriço do teólogo alemão Paul Johannes Oskar Tillich (1886-1965), conhecido como “teólogo da fronteira”. As correlações sugeridas por Tillich, no dinamismo do entre-lugares, possibilitam diálogos diversos capazes de ampliar um novo jeito de ver e fazer teologia na atualidade. Elas são fonte de inspiração para uma transteologia disposta a rever, ressignificar e refazer as suas próprias categorias para além das religiões e a serviço do planeta e da humanidade.
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