Correlatio – Revista de Religião & Cultura https://revistas.est.edu.br/correlatio <div class="line"> <div class="line">A <em>Correlatio – Revista de Religião &amp; Cultura</em> é um periódico dedicado ao estudo das relações entre religião e cultura, em diálogo com o pensamento de Paul Tillich e apoiado em abordagens metodológicas oriundas das ciências humanas – especialmente da filosofia, da teologia, da psicologia, da antropologia, da sociologia, dos estudos literários e das artes. Seu propósito é fomentar hermenêuticas do fenômeno religioso em suas múltiplas interfaces.</div> <div class="line"> </div> <div class="line">Publicada semestralmente pelo Programa de Pós-Graduação em Teologia da Faculdades EST, em formato exclusivamente digital, e em colaboração com a Associação Paul Tillich do Brasil, a Correlatio mantém-se aberta a pesquisadoras e pesquisadores interessados em seu eixo temático. A revista adota o regime de fluxo contínuo, não havendo prazo final para a submissão de artigos científicos ou resenhas críticas, que devem ser encaminhados pelo sistema online.</div> <div class="line"> </div> <div class="line">Os manuscritos submetidos à <em>Correlatio</em> passam por avaliação por pares em regime duplo-cego, baseada em dois princípios: a identidade de autores e pareceristas permanece sigilosa, e a análise e decisão editorial são conduzidas por dois avaliadores externos.</div> <div class="line"><br /><br />Os textos devem ser enviados pelo sistema online:</div> <div class="line"> </div> <div class="line">https://revistas.est.edu.br/correlatio.</div> <div class="line"><br /><strong><strong>Os artigos devem ser submetidos mediante cadastro prévio no portal.</strong></strong></div> <div class="line"> <p><strong>Qualis B2 - (Quadriênio 2021-2024). <br />ISSN 1677-2644 (eletrônico)<br /><br /></strong></p> <p><strong>Contato Institucional</strong></p> <p><em>Correlatio – Revista de Religião &amp; Cultura</em><br />Prof. Dr. Fábio Henrique Abreu<br />Editor-chefe da Correlatio e Secretário da Associação Paul Tillich do Brasil<br />Universität Wien, Áustria<br />E-mail: <a title="Enviar e-mail" href="https://revistas.est.edu.br/correlatio/management/settings/context#contact">[email protected]</a></p> </div> </div> pt-BR <p data-start="940" data-end="1118">This journal provides immediate open access to its content on the principle that making research freely available to the public supports a greater global exchange of knowledge.</p> <p data-start="1125" data-end="1303">Authors retain copyright and grant the journal the right of first publication. All content is licensed under a Creative Commons Attribution 4.0 International License (CC BY 4.0).</p> <h3><strong>LICENÇA CREATIVE COMMONS</strong></h3> <p class="ds-markdown-paragraph">Esta obra está licenciada sob uma <strong>Licença Creative Commons Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional (CC BY-NC 4.0)</strong>.</p> [email protected] (Fábio Henrique Abreu) [email protected] (Pablo Fernando Dumer) Sat, 09 May 2026 21:17:32 -0300 OJS 3.3.0.3 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Uma comparação entre as definições de religião de Erich Fromm, Wilfred Cantwell Smith e Paul Tillich https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4264 <p class="western" style="margin-bottom: 0cm; line-height: 100%;" align="justify"><span style="font-size: medium;"><span style="font-weight: normal;">No âmbito da ciência da religião contemporânea, o uso de conceitos funcionais de religião tem ganho espaço em detrimento de conceitos de tipo substantivo ou normativo. Isto é correlativo à crescente valorização de ciências de cunho explicativo neste âmbito. A partir de alguns exemplos significativos para a história do estudo da religião, o presente texto pretende mostrar que o uso de conceitos de tipo substantivo apresenta potencialidades que não podem ser desprezadas. Este é o pano de fundo para a presente comparação da definição de Erich Fromm com os conceitos apresentados por Wilfred Cantwell Smith e Paul Tillich.</span></span></p> Eduardo Gross Copyright (c) 2026 Eduardo Gross https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4264 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 A mística como um elemento da religião. https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4547 <p>O artigo investiga o lugar e a função sistemática do conceito de mística na teoria da religião de Paul Tillich. Parte-se do pressuposto de que a mística, embora não sumarize a totalidade da religião, constitui, não obstante, um de seus elementos essenciais. Enquanto experiência imediata de cumprimento de sentido, a mística exprime a unidade entre o condicionado e o incondicionado, sem abolir a diferença entre forma e substância. A religião somente se constitui adequadamente quando preserva essa mediação simbólica. Em razão disso, a mística é interpretada não como fuga da consciência ou dissolução da forma, mas como o momento reflexivo pelo qual a consciência religiosa se torna transparente para si mesma. Com base nisso, o artigo distingue a mística como elemento constitutivo da religião do misticismo radical como forma degenerada de religião empírica. Sustenta-se, por fim, que a teoria da religião de Tillich procura mediar experiência mística e forma institucional, oferecendo uma resposta à crise de sentido da modernidade.</p> Fábio Henrique Abreu Copyright (c) 2026 Fábio Henrique Abreu https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4547 Wed, 13 May 2026 00:00:00 -0300 O misticismo como princípio de identidade em Paul Tillich: https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4322 <p>Este artigo tem como objetivo explorar um conceito filosófico-teológico recorrente na vasta produção acadêmica do teólogo e filósofo Paul Tillich: o Princípio de Identidade, compreendido como a expressão da mística em seu pensamento. Paralelamente, busca-se empregar esse conceito como ferramenta teórica para a compreensão da mística presente no movimento pentecostal. Para alcançar esse propósito, propõe-se, inicialmente, analisar aspectos biográficos selecionados da vida do teólogo prussiano, destacando como o ethos de Tillich influenciou sua inclinação mística. Em seguida, o artigo examina as principais amálgamas filosóficas e teológicas que fundamentam sua mística, com especial atenção ao Princípio de Identidade. Posteriormente, apresenta-se uma análise da trajetória histórica e da ênfase do movimento pentecostal na dimensão mística da fé. Por fim, realiza-se um diálogo anacrônico entre Tillich e o pentecostalismo, visando iluminar pontos de convergência e tensão entre ambos.</p> Marcos Novaes da Silva, José Roberto de Souza Copyright (c) 2026 Marcos Silva & José Roberto de Souza https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4322 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 Cristologia entre o Idealismo e o Evangelho de João: https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4553 <p>Este artigo investiga a recepção inicial do Evangelho de João por Paul Tillich à luz da cristologia joanina de Wilhelm Lütgert e da interpretação de Fritz Medicus sobre Fichte. Ele reconstrói a compreensão de Lütgert sobre revelação, fé e Cristo como a unidade da receptividade e da atividade, e compara-a com a leitura de Tillich sobre João como a revelação da vida divina como luz e amor. O estudo mostra que Tillich prepara uma refundação filosófica da cristologia joanina de Lütgert, integrando conceitos idealistas com a teologia bíblica, antecipando assim sua tentativa posterior de mediar entre a filosofia e a fé cristã.</p> Emil Lusser; Fábio Henrique Abreu Copyright (c) 2026 Emil Lusser https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4553 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 Depth psychology e clínica do sentido: https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4331 <p style="font-weight: 400;">Este trabalho investiga a psicologia profunda de Paul Tillich (1886-1965), partindo de seu potencial clínico-psicanalítico, cujo olhar existencial e humanista é capaz de articular temas como angústia, coragem, cura e Novo Ser em diálogo convergente, complementar e por vezes crítico com a psicanálise de Freud e a psicologia analítica de Jung. Argumenta-se que, para Tillich, a cura não se reduz à adaptação ou à eliminação das causas do sofrimento, mas está na integração do ser humano com sua dualidade ontológica – do ser e não-ser. Nesse horizonte, a angústia se torna possibilidade de retomada com o fundamento do ser e do Novo Ser como símbolo de restauração da essência humana, capaz de superar os efeitos subjetivos causados pelas mais diversas formas de alienação.</p> Daniel Martins Dalpra Copyright (c) 2026 Daniel Martins Dalpra https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4331 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 O demônico, o pecado e o fundamentalismo. https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4554 <p>Este artigo desenvolve uma interpretação teológica do fundamentalismo por meio de um diálogo entre a doutrina inicial do pecado de Paul Tillich e a teoria cultural do fundamentalismo de Thomas Bauer. Embora Bauer analise o fundamentalismo como uma reação à ambiguidade, sua abordagem carece de uma explicação teológica da religião. O conceito de demônico de Tillich, por outro lado, oferece uma estrutura teológica, mas permanece altamente abstrato. Ao esclarecer mutuamente ambas as teorias, o artigo interpreta o fundamentalismo como uma forma heterônoma de consciência que absolutiza o condicional e nega a ambiguidade. O fundamentalismo aparece, assim, não apenas como um fenômeno social, mas como uma expressão teológica do pecado e da alienação do incondicionado.</p> Emil Lusser; Fábio Henrique Abreu Copyright (c) 2026 Emil Lusser https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4554 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 Bem vindos ao lugar ruim. https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4337 <p>Este ensaio aborda a articulação entre literatura distópica e filosofia da religião para compreender processos de secularização em regimes totalitários. Analisa-se o romance <em>Nós</em> (1921), de Ievguêni Zamiátin, focando a sociedade do Estado Único e a figura do Benfeitor. As categorias tillichianas de cultura autônoma e o demônico orientam a leitura. A análise compreende três seções: contextualização do romance; apresentação do universo ficcional; exame da cultura autônoma e absolutização das formas condicionadas da cultura. Conclui-se que <em>Nós</em> revela como a linguagem religiosa reconfigurada em diretrizes de funcionamento técnico legitima poder técnico‑burocrático, enquanto fissuras subjetivas tentam resistir à redução da vida à performance funcional.</p> Gabriel Poderoso Copyright (c) 2026 Gabriel Poderoso https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4337 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 Paul Tillich, leitor de Nietzsche: https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4311 <p>O presente estudo propõe uma análise das conexões entre os pensamentos de Paul Tillich e de Friedrich Nietzsche, evidenciando como Tillich faz uso de conceitos nietzschianos como a vontade de poder e devir, em diálogo com sua noção central de coragem de ser. Tillich vê Nietzsche como um pensador essencial para refletir sobre a existência humana como um processo de autoafirmação e autenticidade. Articula formas de autoafirmação, todas influenciadas pela crítica nietzschiana à moral tradicional e sua ênfase na vitalidade e superação. A fronteira simboliza não apenas sua trajetória pessoal entre culturas e sistemas, mas também sua busca por um pensamento que una fé e dúvida, ser e vir-a-ser. A leitura tillichiana de Nietzsche não se limita a um empréstimo filosófico, mas constitui uma interpretação fecunda para enfrentar o não-ser, a finitude e outros dilemas.</p> Diego Rocha Copyright (c) 2026 Diego Rocha Santos https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4311 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 A crítica da religião como fundamentação da teologia. https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4556 <p>O artigo examina a crítica da religião como fundamentação da teologia, situando-a no contexto da assim-chamada “ressurreição dos deuses” caraterística do pluralismo religioso contemporâneo. Partindo da crítica cética de David Hume e da tradição moderna da <em>Religionskritik</em>, o artigo intenciona demonstrar os limites da crítica genética-radical, que reduz a religião a fatores não-religiosos. Em contrapartida, propõe-se uma reformulação metodológica, a saber, a crítica da religião deve partir de um conceito de religião que inclua a perspectiva interna do participante e reconheça sua dimensão performativa. A religião é definida como o evento de autoapreensão reflexiva, em que a vida humana interpreta sua finitude sob o horizonte do incondicionado. Nesse contexto, a teologia não é mera apologia, mas ciência crítica da religião, cuja função consiste em examinar as autodescrições religiosas e estabelecer critérios normativos validos. O critério proposto no presente artigo é o de liberdade finita, inspirado na tradição neoprotestante e reconstruído à luz da filosofia moderna. A teologia, enquanto crítica da religião, torna-se, assim, instância reflexiva capaz de discriminar formas religiosas segundo sua capacidade de reconhecer a alteridade e promover relações recíprocas</p> Fábio Henrique Abreu Copyright (c) 2026 Fábio Henrique Abreu https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4556 Sun, 10 May 2026 00:00:00 -0300 Sobre a ideia de uma teologia da neurodiversidade: https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4555 <p>O texto examina a possibilidade de formular uma teologia da neurodiversidade a partir de uma releitura tillichiana da obra de Ruth M. Dunster, situando o conceito de neurodiversidade em um paradigma sociocultural que rejeita a patologização das diferenças neurológicas. Inicialmente, reconstrói-se o deslocamento teórico promovido por Judy Singer e Nick Walker, que redefinem a neurodivergência como expressão legítima da diversidade humana. Em seguida, analisa-se a proposta de Dunster, que, inspirada na teologia da cultura de Paul Tillich, desenvolve uma hermenêutica autista ateológica, segundo a qual o discurso teológico não remete a uma transcendência objetivável, mas constitui uma autorreferência simbólica realizada na cultura. Essa abordagem é estruturada por uma remitologização do autismo em três arquétipos – cegueira mental, literalidade e fascínio/obsessão –, unificados pela empatia autista. Tais elementos permitem reinterpretar categorias teológicas clássicas fora dos moldes do teísmo. Por fim, sustenta-se que a teologia da cultura pode ser reformulada como uma teologia da neurodiversidade, ao incorporar perspectivas neurodivergentes como instâncias legítimas de produção teológica.</p> Emil Lusser; Fábio Henrique Abreu Copyright (c) 2026 Emil Lusser https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4555 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 Modernidade, historicização e secularização: https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4548 <p>A teologia ética de Richard Shaull é uma resposta crítica à dissolução do <em>corpus christianum</em> e ao advento de uma consciência moderna radicalmente histórica. Partindo do reconhecimento de que a secularização é, paradoxalmente, um produto interno da fé cristã, Shaull propõe uma reconstrução teológica capaz de dialogar com a modernidade sem renunciar à dimensão última do sentido que constitui a essência da religião. Sua reflexão teológico-ética emerge, portanto, como uma mediação entre o absoluto e o relativo, entre o ideal regulador do reino de Deus e a ação histórica concreta da humanidade. Nessa interseção, o princípio protestante assume uma função crítica e formativa, permitindo-nos compreender a religião não como uma fuga do mundo moderno secularizado, mas como uma força criativa de humanização.</p> Fábio Henrique Abreu Copyright (c) 2026 Fábio Henrique Abreu https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4548 Sat, 09 May 2026 00:00:00 -0300 Notícias https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4557 Fábio Henrique Abreu Copyright (c) 2026 Fábio Henrique Abreu https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4557 Wed, 13 May 2026 00:00:00 -0300 Conversa com os Editores https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4563 <p>A seção “Conversa com os Editores” apresenta o número de retomada da <em data-start="69" data-end="113">Correlatio – Revista de Religião &amp; Cultura</em>, destacando a continuidade histórica, intelectual e institucional da Revista após sua interrupção editorial em 2023. O texto reconstrói a trajetória da <em data-start="266" data-end="278">Correlatio</em> desde sua fundação em 2002 no âmbito do Grupo de Pesquisa Paul Tillich da UMESP e da atual Associação Paul Tillich do Brasil – APTB, enfatizando seu desenvolvimento como espaço interdisciplinar de investigação das relações entre religião e cultura em diálogo com o pensamento de Paul Tillich. Além de discutir a ampliação temática e metodológica da Revista, os editores apresentam os onze artigos do volume 23, número 1 (2026), abordando temas como mística, cristologia, subjetividade, psicologia da religião, crítica da modernidade, fundamentalismo, neurodiversidade e secularização. O texto também registra o processo de reorganização editorial e transferência institucional da Revista para as Faculdades EST, agradecendo às instituições, autores, pareceristas e membros da APTB que contribuíram para sua continuidade e reafirmando o compromisso da <em data-start="1130" data-end="1142">Correlatio</em> com a excelência acadêmica, o pluralismo metodológico e o diálogo interdisciplinar contemporâneo.</p> Fábio Henrique Abreu, Etienne Alfred Higuet Copyright (c) 2026 Fábio Henrique Abreu, Etienne Alfred Higuet https://creativecommons.org/licenses/by/4.0 https://revistas.est.edu.br/correlatio/article/view/4563 Mon, 11 May 2026 00:00:00 -0300