Bem vindos ao lugar ruim.

A distopia Nós (1921), de Ievguêni Zamiátin, a partir da leitura de Paul Tillich

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22351/correlatio.v23i1.4337

Palavras-chave:

Distopia, Tillich, Cultura autônoma, Demônico

Resumo

Este ensaio aborda a articulação entre literatura distópica e filosofia da religião para compreender processos de secularização em regimes totalitários. Analisa-se o romance Nós (1921), de Ievguêni Zamiátin, focando a sociedade do Estado Único e a figura do Benfeitor. As categorias tillichianas de cultura autônoma e o demônico orientam a leitura. A análise compreende três seções: contextualização do romance; apresentação do universo ficcional; exame da cultura autônoma e absolutização das formas condicionadas da cultura. Conclui-se que Nós revela como a linguagem religiosa reconfigurada em diretrizes de funcionamento técnico legitima poder técnico‑burocrático, enquanto fissuras subjetivas tentam resistir à redução da vida à performance funcional.

Downloads

Publicado

2026-05-09

Como Citar

Poderoso, G. (2026). Bem vindos ao lugar ruim.: A distopia Nós (1921), de Ievguêni Zamiátin, a partir da leitura de Paul Tillich. Correlatio – Revista De Religião &Amp; Cultura, 23(1), 137–153. https://doi.org/10.22351/correlatio.v23i1.4337