Paul Tillich, leitor de Nietzsche:
por uma heurística do devir
DOI:
https://doi.org/10.22351/correlatio.v23i1.4311Palavras-chave:
Friedrich Nietzsche, Paul Tillich, Devir, Filosofia da vida, Heurística, Fronteira, Eterno retornoResumo
O presente estudo propõe uma análise das conexões entre os pensamentos de Paul Tillich e de Friedrich Nietzsche, evidenciando como Tillich faz uso de conceitos nietzschianos como a vontade de poder e devir, em diálogo com sua noção central de coragem de ser. Tillich vê Nietzsche como um pensador essencial para refletir sobre a existência humana como um processo de autoafirmação e autenticidade. Articula formas de autoafirmação, todas influenciadas pela crítica nietzschiana à moral tradicional e sua ênfase na vitalidade e superação. A fronteira simboliza não apenas sua trajetória pessoal entre culturas e sistemas, mas também sua busca por um pensamento que una fé e dúvida, ser e vir-a-ser. A leitura tillichiana de Nietzsche não se limita a um empréstimo filosófico, mas constitui uma interpretação fecunda para enfrentar o não-ser, a finitude e outros dilemas.
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