https://revistas.est.edu.br/anais/issue/feedPortal de Anais de Eventos da Faculdades EST2025-12-18T16:40:33-03:00Marcelo Saldanha[email protected]Open Journal Systemshttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4272DIVERSIDADE SEXUAL, DIREITO E RELIGIÃO JUDAICO-CRISTÃ2025-12-16T17:47:49-03:00Alana Taíse Castro Sartori[email protected]Geovana Maciel da Fonseca[email protected]Noli Bernardo Hahn[email protected]<p>A pesquisa publiciza resultados parciais do projeto de pesquisa denominado “Interlocuções Teóricas e Metodológicas entre Direito, Cultura e Religião”, vinculado à Linha de Pesquisa I – Direito e Multiculturalismo, do Programa de Pós-graduação <em>Stricto Sensu</em> em Direito – Mestrado e Doutorado da URI, campus de Santo Ângelo/RS. O estudo apresenta as interconexões entre a diversidade sexual, o Direito e a Religião Judaico-Cristã. Trata-se de uma tentativa de demonstrar como diferentes formas de interpretação dos escritos bíblicos podem fundamentar discursos de reconhecimento, a fim de proporcionar a emancipação e a dignidade que pessoas que não se encaixam nos padrões heteronormativos. Utiliza-se a metodologia dedutiva, com abordagem hermenêutica e procedimento bibliográfico. Compreende-se, a partir do estudo, que, historicamente, a Religião Judaico-Cristã foi instrumentalizada por interesses hegemônicos, que promoveram discursos discriminatórios, fundamentando ódio e violência contra a diversidade. A discriminação voltada para a pluralidade sexual obteve atenção especial da moral religiosa tradicionalista, sendo muitas práticas de violência autorizadas pelo Estado e perpetradas contra indivíduos não-heteronormativos. Contudo, a partir de um olhar histórico e contextual, observa-se que os textos bíblicos foram interpretados no sentido de promover a discriminação da diversidade sexual. Novas interpretações, com vieses diferentes, apontam que os textos bíblicos, anteriormente vistos como condenatórios à diversidade, foram escritos em um período histórico-cultural diferente, em que, o que substancialmente se repudiava era a irresponsabilidade com a vida, com a dignidade e a integridade das pessoas. Isso porque eles foram escritos em um período histórico-cultural diferente, em que, o que substancialmente se condenava era a irresponsabilidade com a vida, com a dignidade e a integridade das pessoas. No horizonte teórico de tais discussões, a reflexão aqui proposta busca evidenciar, a partir de uma leitura contextual e histórica do texto bíblico, que há a (re)formulação de um discurso de reconhecimento para identidades não-heteronormativas, que podem propiciar um impacto social, cultural e político a médio e longo prazo.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4273MULHERES DA TERRA2025-12-16T18:29:03-03:00Ana Paula Moutinho Ferraz[email protected]<p>Este artigo resgata as narrativas e o papel fundamental das mulheres colonas e rurais do interior de Taquara, RS, na construção social, econômica e cultural da região. A análise, baseada em relatos orais, revela a dupla jornada de trabalho árduo na agricultura e na gestão doméstica, muitas vezes frustrado pelas intempéries climáticas, e a importância das mulheres como guardiãs de saberes (culinária e cura) e pioneiras na organização comunitária (OASE). Os testemunhos também expõem o contraste entre a força produtiva feminina e o rígido controle social patriarcal que limitava sua autonomia e liberdade pessoal, especialmente na juventude. Através destes relatos e do resgate de suas memórias pretende se valorizar essas mulheres como agentes históricas e importantes protagonistas da trajetória de seus antepassados, portanto fundamentais para a preservação da memória e da identidade da comunidade onde estão inseridas.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4274RETRATOS DA VIOLÊNCIA POLÍTICA CONTRA AS MULHERES NO BRASIL2025-12-16T19:04:30-03:00Andrea Fricke Duarte[email protected]Tauana Minozzo Bertim[email protected]<p>O presente trabalho analisa a violência política de gênero no Brasil como um fenômeno estruturante, intensificado nos últimos anos por um contexto político e cultural de avanço do neofascismo. A violência política contra as mulheres, embora não seja recente, passou a ser conceituada e tipificada juridicamente apenas na última década, com marcos como as Leis nº 14.192/2021 e 14.197/2021. O estudo traça um panorama de casos emblemáticos, como o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, o assassinato da vereadora Marielle Franco, os ataques sofridos por Manuela D’Ávila e a recente violência simbólica contra a ministra Marina Silva. Essas ocorrências evidenciam um padrão de agressão física, psicológica, simbólica e institucional com o objetivo de silenciar e banir as mulheres dos espaços de poder. A análise se ancora na intersecção entre patriarcado, racismo estrutural e a ascensão de uma cultura fascista que legitima o uso da violência como ferramenta de controle político e social. Utilizando aportes teóricos como Manuela D’Ávila, Marcia Tiburi, Vladimir Safatle, Estudos Decoloniais, entre outros, o trabalho aponta para a construção histórica da mulher como sujeito inferior e não legítimo no espaço público. A violência política é apresentada como dispositivo de deslegitimação da presença feminina e racializada na política institucional, sustentada por uma estrutura afetiva de silenciamento, medo e exclusão. Metodologia utilizada foi análise crítica e revisão de literatura a partir da <br>filosofia de Foucault, Safatle, Dávila e a perspectiva decolonial. A investigação mostra como os discursos fascistas se articulam com práticas misóginas e racistas, perpetuando uma lógica de extermínio simbólico e real. Por fim, destaca-se a importância das estratégias de resistência, como a fala, a denúncia pública e o reconhecimento da existência política das mulheres como forma de enfrentamento à cultura do silenciamento. </p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4276OS MEIOS AUTOCOMPOSITIVOS PARA O ALCANCE DA DIGNIDADE HUMANA2025-12-17T15:14:50-03:00Andréia Roberta Schäfer[email protected]Neusa Schnorrenberger[email protected]<p>Este artigo explora a profunda conexão entre os meios autocompositivos de solução de conflitos e a efetivação da Dignidade da Pessoa Humana, utilizando a tríade "terra, pão e paz" como representação dos Direitos Fundamentais essenciais. O trabalho defende que, em um contexto de crescente complexidade social e sobrecarga do Poder Judiciário, a mediação se apresenta como um instrumento vital não apenas para resolver disputas, mas para reconstruir relações e promover uma sociedade mais justa e equilibrada. A metodologia utilizada é a pesquisa bibliográfica e doutrinária. O estudo baseia-se na análise da legislação brasileira pertinente, como a Resolução nº 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Código de Processo Civil de 2015 e a Lei de Mediação (Lei nº 13.140/2015), que formalizaram a inserção desses métodos no sistema jurídico. Além disso, o artigo fundamenta-se em autores renomados como Bauman, Regla, Luís Alberto Warat e Sajoux Jalowicki, dentre outros que contribuem com perspectivas sobre a modernidade líquida, a natureza dos conflitos, a importância da alteridade e a necessidade de desjudicialização, enriquecendo a argumentação sobre o papel da mediação na promoção da Dignidade. As principais conclusões destacam que a mediação, ao empoderar as partes e permitir que construam suas próprias soluções, não só desonera o Judiciário, mas também resulta em acordos mais eficazes e duradouros. A mediação contribui diretamente para a concretização dos direitos básicos à moradia (terra), à subsistência (pão) e à convivência pacífica (paz), oferecendo caminhos céleres e humanizados para resolver conflitos que afetam esses pilares da Dignidade. A expansão do acesso à mediação, inclusive por meio das serventias extrajudiciais, é apresentada como um passo crucial para fortalecer a cidadania e garantir que os direitos não sejam apenas formais, mas vivenciados por todos. </p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4277RUTE EM SHAVUOT2025-12-17T16:10:58-03:00Antonio Izael Rodrigues Santos[email protected]<p>O presente escrito apresenta a importância do Livro de Rute na festa judaica de Shavuot, também conhecida como Festa das Semanas ou Pentecostes, sendo tradicionalmente proclamado nas sinagogas. Ele destaca as múltiplas razões para essa leitura, incluindo a conexão com o período da colheita, a história de conversão de Rute do paganismo ao judaísmo, e a representação da universalidade de Deus que acolhe todos os povos. Além disso, aborda a árvore genealógica de Davi, a providência divina, a Torá sendo recebida através da pobreza e do sofrimento. Destaca a resiliência feminina e a crítica social presentes na narrativa de Rute, uma mulher forte, resiliente e independente. O texto constrói uma breve relação entre terra, pão e paz com o livro de Rute e a sua leitura na festa de Shavuot ou Pentecostes judaico. Sublinhando como Rute se tornou uma lenda para a festa, apresentando temas fundamentais como inclusão, fé e superação.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4278MULHERES IDOSAS2025-12-17T16:36:20-03:00Bruna Luisa Schwan[email protected]Rosângela Angelin[email protected]<p>A pauta envolvendo o crescente envelhecimento populacional tem sido cada vez mais repercutida no mundo jurídico e midiático, haja vista, sobretudo, os impactos que esse fenômeno tem o condão de causar sobre a ordem legal e social nas sociedades modernas. No caso das mulheres, o envelhecimento tem efeitos particulares importantes sobre suas vidas, especialmente àquelas que foram ou ainda são vítimas de violências intrafamiliares. A partir disso, o trabalho se propõe a abordar questões relevantes do envelhecimento feminino sob a ótica das mulheres vítimas de violências intrafamiliares, se debruçando, especificamente, sobre as dificuldades que este grupo enfrenta para acessar e usufruir das políticas públicas voltadas para a tutela de vítimas de violências intrafamiliares. O estudo teórico, de abordagem dedutiva, possui caráter explicativo, realizado por procedimentos técnicos, bibliográficos e documentais, e denota que atualmente, mulheres idosas têm dificuldades importantes no acesso a instrumentos legais de proteção às violências intrafamiliares, o que se deve a um estado de vulnerabilidade maior, este, por sua vez, resultado de experiências marcantes vinculadas a casamentos patriarcais e uma vida de doação pura ao lar e à família. Ao chegarem na idosidade, fragilizadas em razão do modo de vida que levaram, muitas mulheres seguem sendo vítimas de tais violências, que até se inovam quanto às formas e o/a agressor/a, mas em grande parte dos casos não deixam de existir e se somam à outras violências, de natureza cultural e institucional, como, por exemplo, a dificuldade de reinserção no mercado de trabalho. Assim, o estudo tende a demonstrar que as vulnerabilidades da mulher idosa refletem negativamente sobre o acesso e o uso de políticas públicas voltadas à proteção de vítimas de violências intrafamiliares. </p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4279DIREITOS HUMANOS E OS DESAFIOS DA INCLUSÃO SOCIAL NO BRASIL2025-12-17T17:11:11-03:00Cálita Corrêa Fang[email protected]Serli Genz Bolter[email protected]<p>O presente trabalho tem como tema “Direitos Humanos e os Desafios da Inclusão Social no Brasil” e como objetivo analisar a efetivação desses direitos no contexto brasileiro, com ênfase nas dificuldades enfrentadas por grupos vulneráveis no acesso a uma vida digna. No Brasil, os direitos humanos avançaram significativamente no campo normativo, especialmente no que diz respeito à promoção da dignidade da pessoa humana, da igualdade e da assistência social. Entre os princípios fundamentais desses direitos, destaca-se a inclusão social, que busca assegurar que todas as pessoas, independentemente de sua raça, cor, orientação sexual, religião ou condição socioeconômica, tenham acesso pleno e igualitário aos espaços da sociedade. A metodologia utilizada para o desenvolvimento deste estudo fundamentou-se no método de abordagem dedutivo, com enfoque descritivo e compreensivo. A pesquisa foi realizada por meio de análise bibliográfica. Conclui-se, assim, com base no trabalho de revisão de literatura, que mesmo após 37 anos da promulgação da Constituição Federal de 1988, reconhecida como a “Constituição Cidadã”, muitos grupos sociais ainda enfrentam situações de vulnerabilidade, o que evidencia os desafios para a concretização dos direitos humanos e de uma sociedade inclusiva.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4280AÇÃO PELA VALORIZAÇÃO E RECONHECIMENTO DAS MULHERES NA UNIVERSIDADE2025-12-17T17:29:28-03:00Cátia Soraia Jesus[email protected]<p>O presente estudo em andamento busca analisar práticas para a conscientização pela valorização das mulheres e quais as medidas de enfrentamento das violências contra as mulheres servidoras nas universidades federais, considerando que essas instituições, apesar de serem espaços de produção de conhecimento e transformação social, também ainda reproduzem desigualdades e violências históricas e estruturais. Inseridas em uma sociedade marcada por constantes crises na efetivação dos direitos das mulheres, as universidades têm registrado múltiplos casos de abusos, muitos deles contemplados pela Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), a qual também possui um caráter pedagógico voltado ao enfrentamento das violências. Partindo do reconhecimento da trajetória histórica de exclusão das mulheres da educação formal e da lenta conquista de espaços acadêmicos, a pesquisa busca analisar como as universidades públicas federais gaúchas têm implementado políticas institucionais de prevenção e enfrentamento das violências, promovendo igualdade de gênero e valorização das servidoras. Para tanto, adota-se uma abordagem qualitativa de caráter exploratório, baseada em pesquisa bibliográfica e documental, revisão de literatura e análise das normativas institucionais. A atividade realizada por meio da roda de conversa é parte da investigação, no intuito de identificar práticas formativas e mecanismos de promoção da igualdade de gênero. Como resultados, espera-se ampliar a compreensão sobre a diversidade das experiências de violências vividas por mulheres servidoras no espaço universitário, destacando a necessidade de políticas interseccionais que considerem raça, classe, deficiência, identidade de gênero e origem social. Pretendemos, ainda, apresentar propostas de inovação institucional voltadas à criação de serviços de apoio acessíveis e humanizados e, ao fortalecimento da representatividade das mulheres em cargos de liderança bem como à promoção de uma cultura acadêmica equitativa. </p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4281UMA LEITURA DO CURTA-METRAGEM “PRETO NO BRANCO” A PARTIR DA PERSPECTIVA DA INJUSTIÇA RACIAL2025-12-17T21:13:05-03:00Fagner Fernandes Stasiaki[email protected]Erik Luís Sott de Santis[email protected]Edemar Rotta[email protected]<p>O curta-metragem “Preto no Branco”, dirigido pelo cineasta brasileiro Valter Rege em 2017, foi realizado por meio do edital “Curta Afirmativo para Jovens Produtores Negros”. Com duração de 15 minutos e 13 segundos, o filme narra a história de Roberto Carlos (interpretado por Marcos Oliveira), um jovem negro que, ao correr para pegar o ônibus, é abordado por policiais, algemado e levado à delegacia. A acusação parte de Isabella (interpretada por Maria Bobb), uma jovem branca que o acusa de ter roubado sua bolsa, crime que ele nega veementemente ter cometido. A firmeza da acusação de Isabella e a força da alegação de inocência de Roberto Carlos colocam a delegada Patrícia em uma posição de hesitação, sem emitir qualquer parecer conclusivo. Instala-se, então, o impasse: Roberto afirma sua inocência, enquanto Isabella o responsabiliza. Este ensaio teórico tem como objetivo realizar uma análise crítica da branquitude e das relações raciais no Brasil, utilizando o curta como ponto de partida para discutir as dinâmicas do racismo estrutural que atravessa o cotidiano da população negra. Metodologicamente, adota-se uma abordagem dialético crítica, de viés qualitativo, fundamentada em revisão bibliográfica. A análise do curta metragem “Preto no Branco” permite evidenciar como o racismo estrutural se manifesta nas relações cotidianas, revelando os mecanismos sutis e profundos que sustentam a branquitude como lugar de privilégio e poder. Ao propor uma leitura crítica dessas dinâmicas, o ensaio contribui para o debate sobre justiça racial e a urgência de políticas e práticas que amenizem a desigualdade racial no Brasil.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4282IDENTIDADES DAS MULHERES SOB O JUGO DA FÉ E DO DIREITO2025-12-17T21:34:43-03:00Geovana Maciel da Fonseca[email protected]Alana Taíse Castro Sartori[email protected]Noli Bernardo Hahn[email protected]<p>A religião é capaz de modelar indivíduos, ditar comportamentos e influenciar ditames a serem seguidos, a depender da época e do momento histórico. Nesse contexto, percebe-se como a sociedade brasileira contemporânea carrega profundas marcas da tradição patriarcal judaico-cristã. Tais elementos ou marcas formaram – e continuam a formar – o papel da mulher-mãe, sobretudo em contextos de maternagem solo. Evidente que diferentes textos bíblicos são utilizados para justificar opressões e perpetuar um viés normativo que subjuga as mulheres, mantendo-as em uma posição de inferioridade com relação aos homens, sendo a maternidade posta enquanto uma missão sagrada da vida das mulheres. Tal construção, já internalizada historicamente e juridicamente no contexto brasileiro, perpetua o fenômeno da maternagem solo, aquelas famílias formadas pela relação de mães e sua prole, caracterizadas pela ausência de um vínculo conjugal. Dessa forma, o estudo busca analisar como a tradição judaico-cristã patriarcal acaba a influenciar a realidade de mães que criam seus filhos sozinhas. Para isso, apresenta-se a seguinte problemática: como a tradição judaico-cristã patriarcal influencia a percepção e o tratamento social e jurídico das mães solo no Brasil contemporâneo? Nesse viés, a pergunta foco é respondida utilizando se abordagem epistêmica que mescla análise e interpretação e a técnica de pesquisa bibliográfica. Assim, é possível evidenciar como as mulheres que criam seus filhos sozinhas necessitam abdicar de uma vida social, de trabalho e de estudos, perpetuando sacrifícios que são vistos enquanto uma condição comum da mulher. Essas exigências encontram respaldo em uma construção religiosa profundamente enraizada na visão judaico-cristã patriarcal, a qual idealiza a maternidade enquanto um símbolo de abnegação. A maternidade, nessas realidades, deixa de ser uma opção e passa a ser uma obrigação moral e solitária de inúmeras mulheres-mães.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4283NARRATIVAS DE MULHERES ESCRITORAS E SUA RELAÇÃO COM A ESCRITA LITERÁRIA2025-12-18T10:13:02-03:00Isadora Ferrazza Dal-Ross[email protected]Andrea Fricke Duarte[email protected]<p>Inserido na educação das mulheres, o processo histórico de repressão intelectual e sexual produziu modos específicos de leitura do mundo, e consequentemente de sua escrita. O desejo crescia em direção à palavra, no sentido de afirmar seu direito de acesso ao conhecimento e à escrita, a fim de buscar uma outra posição subjetiva. O presente trabalho busca explorar estas relações, tendo como tema a escrita e a subjetividade, através das narrativas de mulheres escritoras sobre a escrita literária e a sua relação com ela. O método utilizado é a abordagem qualitativa, sendo a sua classificação quanto aos objetivos descritiva exploratória e o delineamento se dá através de estudo de caso. O instrumento de coleta de dados utilizado foi uma entrevista semiestruturada com doze questões, dirigidas a duas mulheres escritoras e examinadas através da análise de conteúdos. A fantasia inconsciente, presente na ficção e na escrita literária, surge como elaboração para trabalhar de forma consciente com a palavra. Ao conferir a possibilidade de desejar, as escritoras podem mudar de posição na criação de sua vida escrita. Os resultados compreendem o encontro com a literatura e a escrita, bem como o processo de criação artística de cada escritora. Evidenciam se as funções e o papel que a escrita desempenha para elas, de modo a compreender o processo de elaboração psíquica através da escrita, além da legitimidade das autorias como um trabalho e a necessidade de valorização do mesmo. Por fim, discute questões de gênero presentes na literatura, além do desejo de visibilidade das escritoras. Ressalta-se que não existe uma escrita feminina, mas sim subjetividades femininas, construídas a partir de construções discursivas, sociais e culturais, que definem o gênero feminino e agem diretamente na vivência das mulheres.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4284PASTORALIDADE CÚMPLICE OU PROFÉTICA?2025-12-18T10:44:24-03:00Janaína Brito de Assis Freitas[email protected]<p>Este trabalho é fundamentado em pesquisa que investiga a legitimação religiosa do abuso sexual em discursos pastorais, propondo uma análise crítica das concepções sociológicas de gênero e dos exercícios de poder que permeiam a pastoralidade em igrejas evangélicas brasileiras. O objetivo é analisar como tais discursos contribuem para a perpetuação da violência sexual e propor alternativas teológico-pastorais que promovam justiça para meninas e mulheres. A pesquisa, de abordagem qualitativa, baseia-se na análise das trajetórias e memórias de mulheres evangélicas que vivenciaram abuso sexual na juventude por parte de pastores. Evidencia-se como o teologismo patriarcal, entendido como a teologização da desigualdade de gênero e da submissão feminina, contribui para o silenciamento das mulheres sobreviventes e para a perpetuação da violência, tornando a instituição cúmplice de um ciclo contínuo de sofrimento. O estudo demonstra a urgência de uma pastoralidade crítica e informada, capaz de desconstruir discursos que endossam o controle sobre o corpo e a subjetividade feminina. Aborda-se a naturalização da agressão <br>sexual pela autoridade do autor da violência e a instrumentalização da religião para justificar os abusos. A análise, que se alinha aos eixos Terra, Pão e Paz — ao discutir a exploração dos corpos (Terra), as relações de poder desiguais (Pão) e a necessidade de desmantelar estruturas de violência para alcançar a plenitude da vida (Paz) —, convoca à reflexão sobre os fundamentos de uma prática pastoral que promova a justiça de gênero e o verdadeiro Evangelho da Paz. Conclui-se que o enfrentamento do teologismo patriarcal e o desenvolvimento de uma Teologia Feminista da Recusa constituem caminhos essenciais para a construção de espaços eclesiais seguros e inclusivos, onde a voz das mulheres violentadas seja ouvida e a dignidade humana esteja no centro da prática pastoral. </p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4285A ASSISTÊNCIA SOCIAL E AS MULHERES2025-12-18T11:28:21-03:00Jéssica Thaise Baumgarten[email protected]Serli Genz Bölter[email protected]<p>A violência contra a mulher é um problema vivenciado por um grande número de mulheres, que sofrem violência de várias formas devido ao seu gênero. Isso acontece em decorrência das desigualdades de poder que colocam mulheres e meninas em situações de maior vulnerabilidade e risco social nos espaços públicos e privados em que estão presentes. Diante dessa realidade destacamos as políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres criadas até o momento, as quais se tornam extremamente relevantes. No entanto, é sabido que tais políticas enfrentam diversas dificuldades, como o baixo investimento, a implementação desigual, baixa capacidade de atendimento, número reduzido de profissionais envolvidos e capacitados, a pouca resolutividade, entre outras questões que apontam discrepância ao analisarmos diferentes municípios, estados e regiões. Esse contexto se reflete na busca de atendimento e auxílio pelas mulheres por outros meios e demais políticas públicas, principalmente pelas políticas de assistência social. Nos últimos anos houve uma ampliação e expansão dessa política, aproximando-a da população e aumentando sua capilaridade. A demanda pelo enfrentamento da violência contra a mulher torna-se visível na assistência social, principalmente através do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Isso ocorre especialmente nos municípios de pequeno porte, que não dispõem de mecanismos específicos de enfrentamento e atendimento a esse tipo de violência. O CRAS torna-se o canal pelo qual as mulheres conseguem ingressar na rede e buscar atendimento, já que são elas as que mais acessam os serviços de assistência social. Além disso, o CRAS tem o potencial de prevenir situações de risco para as mulheres e promover seu empoderamento. O presente trabalho apresenta algumas discussões sobre o CRAS como uma estratégia fundamental para o enfrentamento à violência contra a mulher. A pesquisa foi realizada por meio de uma abordagem qualitativa, através de um estudo bibliográfico e documental.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4286QUANDO O GOSPEL CRIOU O ROCK2025-12-18T11:42:10-03:00José Luiz Domingues[email protected]<p>Este artigo propõe uma reflexão sobre a trajetória de Sister Rosetta Tharpe, mulher negra, guitarrista e cantora cuja sonoridade emergiu das raízes do gospel e se expandiu para o que hoje chamamos de rock & roll. Mais do que uma biografia, trata-se de um estudo sobre como a música negra, quando atravessada pela espiritualidade e pela experiência coletiva do culto, gerou uma linguagem que uniu corpo, fé e rebeldia. O problema central da pesquisa interroga: como a fusão entre o sagrado e o secular na obra de Tharpe reconfigura as narrativas sobre a origem do rock? Ao revisitar sua história, busca-se iluminar o que foi silenciado pelas estruturas raciais e de gênero que moldaram a indústria musical do século XX. A pesquisa dialoga com autores que abordam a espiritualidade como força estética e política na música negra, compreendendo que, em Tharpe, a fé não é limite é potência criadora. O artigo também propõe pontes com a educação musical inclusiva, ao reconhecer na artista um símbolo de resistência, invenção e liberdade sonora.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4287O PROTAGONISMO FEMININO NA MÚSICA2025-12-18T11:57:04-03:00Letícia Arnold[email protected]<p>Esta pesquisa, de natureza bibliográfica, tem como objetivo analisar criticamente a presença e a atuação das mulheres em funções historicamente atribuídas aos homens no campo da música ocidental (a saber, os papéis ligados às práticas de composição e interpretação musical). Autoras como Strempel (2008), Domenici (2013), Freire e Portela (2013), Da Silva (2017), Zerbinatti, Nogueira e Pedro (2018) e Santos (2019) embasam a reflexão acerca dos estigmas e barreiras estruturais que foram construídos, mantidos e têm sido, ao longo dos séculos de opressão, desafiados por mulheres. Observa-se que, apesar dos avanços nos estudos feministas em música e da crescente visibilidade de artistas (incluindo compositoras, intérpretes e regentes), dados atualizados revelam uma persistente desigualdade de gênero na programação de orquestras, festivais e repertórios acadêmicos. A pesquisa identifica também os efeitos da exclusão curricular e da escassa presença de modelos femininos na formação de novas gerações de compositoras e intérpretes; ao mesmo tempo, observa-se o surgimento de movimentos coletivos e de produção crítica sobre o tema, que tem colaborado para romper com os silêncios e promover novas formas de escuta e reconhecimento. Assim, esta pesquisa busca contribuir para o debate sobre a representação e a valorização das mulheres na música, propondo uma revisão de paradigmas e o fortalecimento de políticas inclusivas.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4288O PAPEL DAS MULHERES NO ACOLHIMENTO INSTITUCIONAL DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA EM UNIVERSIDADES2025-12-18T12:44:58-03:00Liane Marli Schäfer[email protected]<p>As políticas públicas educacionais sob a perspectiva da inclusão das pessoas com deficiência, tem proporcionado o acesso cada vez mais significativo de acadêmicos e acadêmicas com deficiência no ensino superior. Essa nova realidade, impacta diretamente na forma como ocorre o acolhimento no âmbito objetivo, bem como, no âmbito subjetivo das universidades. Tem-se que sob a perspectiva objetiva a questão da oferta adequada dos serviços e garantia dos diretos de acessibilidade previstos em lei, e, sob o viés subjetivo as experiências individuais e emocionais dos acadêmicos abrangendo o sentimento de acolhida e bem-estar. Nesse contexto, por meio de pesquisa hipotético dedutiva, com aportes na teoria do reconhecimento de Axel Honneth e Nancy Fraser e nos ensinamentos sobre alteridade de Luís Alberto Warat, busca-se analisar o papel das mulheres como mediadoras institucionais, sob o viés subjetivo da inclusão efetiva e acolhedora das pessoas com deficiência nos ambientes universitários. Buscando-se identificar o envolvimento profissional e a sensibilidade mormente demonstrada pelas mulheres no cuidado com o outro, permitindo um acolhimento efetivo e equânime aos acadêmicos com deficiência no âmbito universitário.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4289COMO A FENOMENOLOGIA CONTRIBUI NAS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS DO CORPO LGBTQIAPN+?2025-12-18T13:33:50-03:00Manoel Tobias Rizzi Zampieri[email protected]<p>A fenomenologia, ao compreender a existência humana, revela como as vivências se constituem em seu sentido mais fundamental e possibilita outras compreensões da existência a partir do que se percebe dos fenômenos. Esta análise filosófica pretende evidenciar, de forma sucinta, como essa corporeidade é concebida e como influencia os acontecimentos da experiência vivida. Nesse contexto, a fenomenologia demostra o corpo em sua presença na experiência vivida, percebendo de que maneira o voltar às “coisas mesmas” e o corpo-próprio estão entrelaçados na realidade efetiva. Ao criticar o reducionismo da relação entre sujeito e objeto, a fenomenologia evidencia que o corpo não é apenas um fragmento da existência, mas uma manifestação no mundo. Este artigo é um indicativo do que foi desenvolvido na pesquisa de pós-graduação em filosofia na UCS. Por sua vez, pautou-se na leitura interpretativa da obra Fenomenologia da Percepção, em diálogo com a fenomenologia de Edmund Husserl, com o intuito final de identificar de que maneira a corporeidade vivida de Maurice Merleau-Ponty evidencia uma discussão existencial crítica à corporeidade atual.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4290OS MOVIMENTOS FEMINISTAS E NEGRITUDE2025-12-18T13:59:53-03:00Marigley Leite da Silva de Araujo[email protected]Letícia Campagnolo Cavalheiro[email protected]<p>Abordar o tema movimentos feministas e negritude remete a uma gama de indagações. A primeira delas é como foi construída e se solidificou a inferioridade das mulheres; segundo, como surgiu e se desenvolveu os movimentos feministas, terceiro, quando as mulheres negras passaram a reivindicar seus direitos e construir identidade própria e, por fim, qual o significado e importância da Interseccionalidade na contemporaneidade. Assim, a partir de estudo dedutivo, alicerçado em pesquisas bibliográficas, produções científicas, legislações pátrias e políticas públicas tem-se a seguinte pergunta condutora: como a interseccionalidade pode contribuir para o combate da dupla discriminação que as mulheres negras enfrentam: sexismo e racismo? O patriarcado é um sistema social que estabelece a dominação masculina e a subordinação feminina, criando desigualdades que se manifestam de formas diferentes e complexas. Porém, os movimentos feministas, que se desenvolveram durante os séculos e em “ondas” buscam, até os dias atuais, quebrar o ciclo de violência e opressão, bem como alavancar a mudança para a construção de uma <br>sociedade com oportunidades e liberdades para as mulheres. Nesse contexto, as mulheres negras, paulatinamente, perceberam que precisavam lutar por sua identidade e reconhecimento, já que nem todas as suas demandas eram também demandas das mulheres brancas. A partir dessa reflexão surge a interseccionalidade como ferramenta para a conscientização da necessidade de criação espaços coletivos de debate e formulação de propostas para criar políticas públicas que combatam a opressão. Conclui-se que no reconhecimento e valorização das diferenças avançamos, gradativamente, para a criação de políticas públicas e leis menos excludentes.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4291MULHERES CUIDADORAS E A LUTA POR RECONHECIMENTO2025-12-18T14:20:37-03:00Nariel Diotto[email protected]Marli Marlene Moraes da Costa[email protected]Stéffani das Chagas Quintana[email protected]<p>O presente resumo propõe uma reflexão crítica sobre o cuidado exercido majoritariamente por mulheres, defendendo-o como um princípio jurídico fundamental, capaz de orientar políticas públicas comprometidas com a justiça social, a equidade de gênero e a centralidade da vida. Essa atividade, essencial à reprodução social, permanece invisibilizada na estrutura social, econômica e política. Sustentado por uma lógica patriarcal e capitalista que naturaliza o cuidado como responsabilidade feminina, esse trabalho revela-se como um dos pilares da desigualdade de gênero. Assim, a pesquisa que está sendo desenvolvida usa metodologia qualitativa, com técnica bibliográfica, mobilizando autoras feministas e estudos interseccionais, além de documentos internacionais de direitos humanos e marcos da Agenda 2030 da ONU, especialmente os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 5 e 8. A análise evidencia que a ausência de reconhecimento e redistribuição do cuidado compromete tanto a equidade de gênero quanto a sustentabilidade da vida. Ainda assim, é possível identificar a resistência cotidiana das mulheres cuidadoras, que se manifesta em formas plurais: na espiritualidade como fonte de força e sentido, na solidariedade comunitária e no ativismo feminista que denuncia injustiças e propõe novos caminhos. Nesse contexto, a luta por reconhecimento ultrapassa o campo simbólico e se inscreve na urgência de políticas públicas que reconheçam, valorizem e redistribuam o trabalho do cuidado – garantindo às mulheres condições dignas de vida, trabalho e autonomia. Conclui-se que reconhecer o cuidado como um bem comum e estruturante das relações sociais é fundamental para cumprir os compromissos assumidos com a igualdade de gênero, a justiça social e o desenvolvimento sustentável, além de reorientar a ação política para a centralidade da vida, a solidariedade entre os sujeitos e a construção de uma democracia mais substantiva, ao mesmo tempo em que promove uma transformação da lógica jurídica vigente, orientando-a por princípios de justiça social e responsabilidade coletiva.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4292PASTORAL PARA EL CUERPO2025-12-18T14:35:54-03:00Nathaly Andrea Ospino Díaz[email protected]<p>La pastoral para las mujeres se ha configurado históricamente bajo espectros aparentemente homogéneos, relacionados con la función de la mujer en espacios de reproducción, cuidado, hogar, iglesia e industria. Sobre el cuerpo femenino recae una carga simbólica articulada en el triángulo culpa–pecado–deseo. No obstante, la relación con el cuerpo como territorio propio, desde el habitarse, ser cuerpo y experimentar el placer de ser materia, suele enfocarse en el “verse” y no en el “sentirse”, tanto dentro como fuera de los espacios eclesiales. Desde mi experiencia como sobreviviente de violencias de género, mujer feminista, pastora, bailarina y docente, he explorado metodologías y teorías que permitan a las mujeres construir conversaciones sobre sus cuerpos y el movimiento, incluso en espacios religiosos. Teóricamente me ubico en Butler (1993) y sus reflexiones sobre el cuerpo; en Lowen (2005), acerca de la voluntad y el deseo en el cuerpo femenino; y en la revisión de teologías del cuerpo desde Vivas (2001). Esta metodología —que denomino Intervenciones Basadas en el Cuerpo— inicia en la ciudad de Cartagena con un grupo de mujeres cristianas pertenecientes a organizaciones basadas en la fe, en el marco de un programa de formación y emancipación que reconoce la importancia de narrar lo que ocurre con el cuerpo. Durante tres años de trabajo, ampliado posteriormente a otras comunidades de fe en diversas ciudades, surgen narrativas relacionadas con fundamentalismos religiosos que niegan la permanencia de las huellas de la violencia, así como con lógicas sacrificiales del cuerpo vulnerado y la negación del movimiento y la danza, vinculados culturalmente al pecado.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4293MULHERISMO AFRICANA, CICLICIDADE E SAGRADO FEMININO ANCESTRAL2025-12-18T14:49:39-03:00Tânia Marlise Sansone Rodrigues[email protected]<p>Este relato de experiência descreve a minha participação no IX Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião da Faculdades EST, com foco no GT 3 – Mulherismo Africana e Matrigestão: abordagens iniciais, reflexões e desafios, espaço em que a ciclicidade do Mulherismo Africana se fez presente. A vivência evidenciou o Sagrado Feminino Ancestral como prática comunitária, política e espiritual, contrapondo-se às formas de apropriação do Sagrado pelo sistema capitalista na chamada Nova Era. O estudo integrou experiências vividas por mulheres negras de diferentes países, revelando como a ancestralidade, a memória coletiva e a resistência constituem fundamentos para a espiritualidade e a construção de saberes emancipatórios.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4294EDUCAÇÃO PARA A PAZ NO ENSINO FORMAL2025-12-18T15:14:03-03:00Vanessa de Toledo Costa[email protected]<p>O artigo contém um resumo de pesquisa desenvolvida em Curso de Doutorado de Educação, aborda a inserção da Educação para a paz na educação formal. Objetiva compreender como as políticas públicas de educação e as Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação, em especial os cursos de formação de professores promovem uma Educação para a paz que envolva transformação ou transcendência de conflitos. Os objetivos específicos incluem identificar a relação os conceitos e conteúdos abordados; avaliar as políticas educacionais em vigor; e propor a inserção da Educação para a paz no ensino formal, e no ensino superior. A abordagem qualitativa utiliza pesquisa bibliográfica e análise de conteúdo de documentos e normas em vigor, incluindo as recomendações da Unesco (2010, 2015), a Constituição Federal de 1988 e o Plano Nacional de Educação (PNE). Teoricamente, fundamenta-se em autores como Bobbio, Galtung, Jares, Salles Filho e Guimarães, com Galtung e Lederach apoiando a transformação de conflitos. A relevância da pesquisa está em incentivar a reflexão sobre a Educação para a paz, propor sua inserção em todo o sistema educacional, revisar o PNE atual e redigir um Plano Nacional de Educação para a Paz (PNEEP), como disciplina eixo, transversal e uniforme, com o fim de dar efetividade a Educação para a Cidadania Global (ECG) da Unesco, juntamente com a educação em direitos humanos, com o fim de efetivar a cultura de paz por meio da educação.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4295MAGNIFICAT2025-12-18T15:40:17-03:00William Rezende Quintal[email protected]<p>Este artigo analisa a exposição Magnificat: sete bênçãos no Morro, apresentada no contexto do IX Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião, como experiência estética, teológica e política situada no cruzamento entre espiritualidade mariana, crítica das masculinidades hegemônicas e teologia kenótica. A partir de sete pinturas em acrílica sobre tela, compostas com flores espontâneas do território do Morro do Espelho, propõe-se uma leitura do Magnificat como matriz simbólica de uma economia não violenta do poder, da fragilidade como lugar de revelação e da atenção como gesto espiritual. Dialogando com Simone Weil, Martinho Lutero e a teologia feminista contemporânea, defende-se que a exposição constitui um exercício de atenção ética e uma crítica imagética às formas patriarcais de dominação, abrindo espaço à imaginação de masculinidades desarmadas.</p>2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4270EXPEDIENTE2025-12-16T16:32:15-03:00Daniéli Busanello Krob[email protected]2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades ESThttps://revistas.est.edu.br/anais/article/view/4271APRESENTAÇÃO2025-12-16T17:06:08-03:00Daniéli Busanello Krob[email protected]2025-12-18T00:00:00-03:00Copyright (c) 2025 Portal de Anais de Eventos da Faculdades EST