MAGNIFICAT

SETE BÊNÇÃOS NO MORRO

Autores

  • William Rezende Quintal

Palavras-chave:

Magnificat, Teopoética visual, Gênero e religião, Masculinidades, Kenosis.

Resumo

Este artigo analisa a exposição Magnificat: sete bênçãos no Morro, apresentada no contexto do IX Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião, como experiência estética, teológica e política situada no cruzamento entre espiritualidade mariana, crítica das masculinidades hegemônicas e teologia kenótica. A partir de sete pinturas em acrílica sobre tela, compostas com flores espontâneas do território do Morro do Espelho, propõe-se uma leitura do Magnificat como matriz simbólica de uma economia não violenta do poder, da fragilidade como lugar de revelação e da atenção como gesto espiritual. Dialogando com Simone Weil, Martinho Lutero e a teologia feminista contemporânea, defende-se que a exposição constitui um exercício de atenção ética e uma crítica imagética às formas patriarcais de dominação, abrindo espaço à imaginação de masculinidades desarmadas.

Biografia do Autor

William Rezende Quintal

Bacharel em Artes Visuais pela UFMG, Mestre em história da Arte pela UnB, Teólogo pela Faculdades EST e Doutorando em Teologia pelo PPG-EST com bolsa de manutenção e taxas da CAPES.

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Publicado

2025-12-18