MAGNIFICAT
SETE BÊNÇÃOS NO MORRO
Palavras-chave:
Magnificat, Teopoética visual, Gênero e religião, Masculinidades, Kenosis.Resumo
Este artigo analisa a exposição Magnificat: sete bênçãos no Morro, apresentada no contexto do IX Congresso Latino-Americano de Gênero e Religião, como experiência estética, teológica e política situada no cruzamento entre espiritualidade mariana, crítica das masculinidades hegemônicas e teologia kenótica. A partir de sete pinturas em acrílica sobre tela, compostas com flores espontâneas do território do Morro do Espelho, propõe-se uma leitura do Magnificat como matriz simbólica de uma economia não violenta do poder, da fragilidade como lugar de revelação e da atenção como gesto espiritual. Dialogando com Simone Weil, Martinho Lutero e a teologia feminista contemporânea, defende-se que a exposição constitui um exercício de atenção ética e uma crítica imagética às formas patriarcais de dominação, abrindo espaço à imaginação de masculinidades desarmadas.